Srebrenica: vice-chefe da ONU pede ação contra futuras atrocidades

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Jan Eliasson esteve em memorial sobre o massacre, neste sábado, na Bósnia e Herzegovina; vice-secretário-geral condenou ataque contra o primeiro-ministro sérvio durante cerimônia.

Foto: Unicef/LeMoyne

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O vice-secretário-geral da ONU afirmou neste sábado que a comunidade internacional se tornou mais vigilante aos sinais de abusos de direitos humanos desde os dias do massacre em Srebrenica há 20 anos.

No entanto, Jan Eliasson disse que ainda é preciso fazer mais. Ele fez as declarações em cerimônia, na Bósnia e Herzegovina, em memória ao genocídio de Srebrenica.

Lições

Do contínuo conflito no Sudão do Sul, onde milhões foram forçados a sair de suas casas, aos combates na Síria, ele disse que os Estados-membros e a própria ONU ainda têm "muitas lições a aprender", particularmente ao confrontar o ódio a comunidades vulneráveis.

Para Eliasson, é preciso defender os valores da Carta das Nações Unidas. O vice-chefe da ONU disse ser necessário "fortalecer a ação humanitária em todo o mundo e cumprir a responsabilidade de proteger".

Segundo ele, é preciso "agir ao primeiro sinal de violência, ao primeiro alerta de atrocidades".

Comunidade Internacional

As declarações de Eliasson foram feitas apenas alguns dias após ele, junto ao alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pedir ao Conselho de Segurança que implemente melhores ações para prevenção e maior coesão da comunidade internacional.

Os dois representantes das Nações Unidas reconheceram, com pesar, que a ONU e os Estados-membros poderiam ter feito mais para prevenir o massacre em Srebrenica. Em julho de 1995, milhares de homens e meninos muçulmanos foram mortos durante "uma semana de brutalidade".

No evento deste sábado, Eliasson disse ainda que é com "ação concreta e corajosa" a melhor forma de homenagear as vítimas de Srebrenica. Ele falou que "esta é a hora para ação".

Ataque

A cerimônia foi também marcada por um ataque ao primeiro-ministro sérvio Aleksandar Vučić, que estava presente.

Segundo relatos, ele foi perseguido por uma multidão que atirava pedras. De acordo com agências de notícias, aparentemente ele foi atingido no rosto.

Em um comunicado, o vice-secretário-geral imediatamente condenou o ataque "deplorável".

Eliasson afirmou que o incidente não deve tirar a atenção do que é preciso "ser aprendido com Srebrenica", mencionando que "genocídio não pode nunca acontecer novamente".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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