"Situação na Líbia está piorando"

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Afirmação foi feita pelo representante especial do secretário-geral para o país em pronunciamento no Conselho de Segurança; Bernardino León disse que o caos na região deu espaço para a expansão de grupos extremistas.

Bengazi, na Líbia. Foto: Unsmil/Iason Athanasiadis

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O representante especial do secretário-geral para a Líbia, Bernardino León, afirmou que a situação no país está piorando devido à divisão política e à violência.

León disse que "muitos líbios continuam morrendo numa luta entre irmãos e muita destruição já ocorreu".

Grupos Extremistas

Em pronunciamento no Conselho de Segurança esta quarta-feira, León disse que o "caos na região abriu espaço para a expansão de grupos extremistas, como o Daesh, denominação em árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, em várias partes do país.

Ele declarou que "o vácuo de autoridade também está sendo explorado por organizações de tráfico humano, por refugiados, migrantes e pessoas que buscam asilo".

Essas pessoas estão usando a Líbia como ponto de origem para atravessar o mar Mediterrâneo e chegar à Europa.

Pedidos

León afirmou que os pedidos para o fim do conflito foram ouvidos pelos líderes líbios na reunião realizada no sábado passado, no Marrocos. Eles deram início a um acordo político que determina novas negociações entre os lados e que pode levar ao fim da crise.

O representante da ONU disse que apesar de alguns membros das partes em conflito não terem participado do encontro, a mensagem divulgada foi de reconciliação e encorajamento para que todos os líbios se unam para acabar com o sofrimento.

Bernardino León declarou que o acordo inicial representa apenas o primeiro passo na direção de um processo para lidar com as divisões políticas e institucionais do país.

Transição

Segundo ele, através desse documento a Líbia poderá finalizar o processo de transição que começou em 2011. O resultado final será a criação de um Estado moderno e democrático baseado nos princípios de inclusão, do Estado de lei, da divisão de poderes e do respeito aos direitos humanos.

O representante especial afirmou que em relação à situação dos direitos humanos no país, violações e abusos continuam sendo cometidos com total impunidade.

Sobre Bengazi, onde a revolução teve início há quatro anos e a violência aumentou recentemente, ele deixou claro que é necessário acabar com os confrontos na cidade.

León disse aos membros do Conselho de Segurança que a Líbia está "num estágio crítico" e pediu a todos os lados do conflito que continuem participando de forma construtiva do processo de diálogo.

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