Situação da criança em Moçambique melhorou em 2014, diz relatório

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O documento indica que mais crianças estão a sobreviver para completar cinco anos de idade; grupo constitui 52% da população moçambicana; progressos incluem realização dos direitos civis e proteção dos infantis.

Acesso aos serviços sociais. Foto: Unicef.

Ouri Pota da Rádio ONU em Maputo.*

Mais de 425 mil famílias moçambicanas contam com proteção social no país, segundo o relatório "Situação das Crianças em Moçambique 2014".

O documento lançado nesta quarta-feira destaca os principais avanços, as áreas de menos progressão, as desigualdades geográficas e as determinantes da vulnerabilidade das crianças.

Avanços

No ato da apresentação da publicação, em Maputo, o representante do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, Koenraad Vanormelingen elogiou citou alguns avanços.

"O aumento do número de agentes polivalentes essenciais que esta a prestar atenção primária a mais de 1 milhão de crianças. A proteção social continua melhorando para as crianças, neste momento mais de 425 mil lares estão a beneficiar de proteção social no país. O plano estratégico de educação considera a qualidade de educação como um assunto fundamental para melhorar o desenvolvimento da criança. Então tudo isto mostra que o pais esta empenhado realmente em implementar o convénio dos direitos da criança."

O representante adianta que apesar da evolução há desafios por superar.

Vulnerabilidade

"Quase 10% de crianças não estão a sobreviver os cinco anos, temos mais de 1 milhão de crianças fora do sistema de educação, 43 % das crianças padecem de má nutrição crónica; mais de 3 milhões de crianças não tem acesso a água potável; ainda temos muitas preocupações na vulnerabilidade porque quase 60% das crianças estão a morar em lares onde há gente que tem menos de USD 2 por dia".

Koenraad Vanormelingen defende que uma intervenção conjunta poderá garantir vitória face à série de obstáculos.

 Casamento Prematuro

"Não é apenas responsabilidade do governo dar acesso para serviços sociais de qualidade de maneira universal, mas é responsabilidade também dos pais, dos encarregados de educação, das entidades religiosas e tradicionais em promover as normas sociais para evitar casamento prematuro, para diminuir as infeções de HIV que afeta as meninas particularmente, diminuir a malnutrição através de melhores praticas nutricionais e diminuir o fecalismo a céu aberto que afeta a metade da população".

Dados do relatório "Situação das crianças em Moçambique 2014" indicam que os mais de 12 milhões de menores no país constituem 52% da população moçambicana.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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