Sírios vivem entre duas escolhas: fugir ou morrer, diz representante da ONU

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No Conselho de Segurança, subsecretário-geral para Assuntos Humanitários explicou que uso de bombas de barril e outros explosivos são a principal causa de mortes; Stephen O'Brien destaca que 12 milhões de civis precisam de ajuda.

Stephen O’Brien. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A violência na Síria continua e 12,2 milhões de civis precisam de ajuda, segundo o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários. Stephen O'Brien informou o Conselho de Segurança sobre os últimos acontecimentos no país.

O chefe humanitário da ONU afirma que todos os lados em conflito realizam ataques na Síria, usando, em áreas povoadas, bombas de barril e outros explosivos. Esses armamentos são a principal causa de morte e de ferimentos entre civis.

Fuga

Com ataques contra escolas, templos religiosos, supermercados e hospitais, O'Brien lamentou que o povo sírio fique "entre a pior das escolhas: fugir do país ou morrer".

No mês passado, por exemplo, 60 civis foram mortos e 120 ficaram feridos quando mísseis foram jogados contra um mercado na cidade de Idlib. Já um shopping em Damasco foi atacado por um grupo armado não-estatal, causando a morte de nove pessoas. E a explosão de um veículo em frente a uma mesquita matou 14 pessoas na área rural de Damasco, também em junho.

Isil

No Conselho de Segurança, Stephen O'Brien destacou que mais de 100 mil pessoas fugiram da cidade de Al-Hasakeh, após a entrada do Isil na região. O aumento do conflito entre integrantes do Isil e do governo em Ar-Raqqa também fez com que 70 mil civis deixassem a região.

No total, mas de 1 milhão de pessoas abandonaram suas casas neste ano, subindo para 8,6 milhões o total de deslocados internos. E em julho, o número de refugiados sírios registrados em outros países chegou a 4 milhões, "um recorde trágico", nas palavras do subsecretário-geral da ONU.

Cerca de 80% dos sírios vivem na pobreza e apesar da falta de segurança, a ONU e ONGs parceiras têm conseguido fornecer comida a 5,8 milhões de pessoas por mês, medicamentos a 9 milhões de civis e água a quase 5 milhões.

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários vai para Damasco em agosto, na tentativa de discutir a situação com o governo da Síria. Stephen O'Brien voltou a declarar que uma solução política deve ser a única maneira de acabar com o conflito.

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