Síria: Nações Unidas voltam a pressionar por solução política

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No Conselho de Segurança, secretário-geral anunciou que total de mortos subiu para 250 mil; Ban Ki-moon acredita que "em nome da humanidade, não pode haver outra alternativa na mesa de negociação".

Ban Ki-moon falou ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Cerca de 250 mil pessoas já morreram na Síria em mais de quatro anos de conflito, informou esta quarta-feira o secretário-geral da ONU. Ban Ki-moon participou de um debate no Conselho de Segurança e afirmou estar "desapontado" porque várias resoluções do órgão sobre o país não foram implementadas.

Ban fez referência às resoluções sobre o fim da violência, o alívio do sofrimento humanitário e o combate ao terrorismo.

Grupos Terroristas

O secretário-geral afirmou que o conflito sírio é "um símbolo vergonhoso da divisão e da falha da comunidade internacional". Segundo Ban, a Síria passa atualmente pela maior crise humanitária, com 12 milhões de deslocados internos e refugiados.

Ele lembrou que a população do país foi exposta a armas químicas, bombas de barril e outros armamentos, ações que violam os direitos humanos. Ban Ki-moon também mencionou que o conflito sírio contribuiu para ações de grupos terroristas como o Daesh, acrônimo em árabe para o Estado Islâmico do Iraque do Levante, Isil, e para a Frente Al Nusra.

Solução Política

Após a reunião no Conselho de Segurança, Ban Ki-moon conversou com os jornalistas reunidos na sede da ONU em Nova York.

O secretário-geral afirmou ser necessário continuar pressionando por uma solução política, porque na avaliação dele, o "preço de continuar a guerra na Síria é muito alto".

Ban fez um apelo, ao declarar que "em nome da humanidade, não há alternativa para a mesa de negociação".

Comunicado de Genebra

O secretário-geral da ONU instruiu seu enviado especial para Síria, Staffan de Mistura, a intensificar os esforços para que seja alcançada uma solução política. Ban afirmou estar pronto para convocar uma conferência internacional de alto nível sobre um processo político para a Síria.

O chefe da ONU acredita que o "maior obstáculo para acabar com a guerra síria é a noção de que se pode haver uma vitória militar" na região.

O enviado especial do secretário-geral também fez declarações ao Conselho de Segurança. Staffan de Mistura explicou que trabalha para operacionalizar o Comunicado de Genebra, documento que prevê uma série de medidas para a transição política na Síria.

Conversas Temáticas

De Mistura propôs que as consultas sobre o país sejam aprofundadas e anunciou que pretende convidar os vários lados em conflito na Síria para discussões temáticas sobre o Comunicado de Genebra.

Essas reuniões seriam divididas em quatro temas: segurança e proteção da população; transição política e possíveis eleições; combate ao terrorismo, cessar-fogo e integração das forças de seguraça e por fim, questões ligadas à reconstrução do país e das instituições públicas.

O Conselho de Segurança deve avaliar as propostas do enviado especial.

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