Resolução sobre genocídio em Srebrenica foi vetada pela Rússia

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Documento votado pelo Conselho de Segurança tinha como objetivo reconhecer o assassinato de milhares de pessoas há 20 anos; vice-secretário-geral afirmou que uma das principais missões da ONU é evitar o genocídio; chefe de direitos humanos afirmou que Srebrenica foi uma "catástrofe".

Votação no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança vetou esta quarta-feira resolução que reconhecia o assassinato de mais de 8 mil homens e meninos em Srebrenica em 1995, como genocídio.

O voto contrário foi dado pela Rússia, que como membro permanente do Conselho tem poder de veto. Além disso, quatro países se abstiveram na votação, China, outro membro permanente, Nigéria, Angola e Venezuela.

Prevenção

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, afirmou que uma das maiores missões da ONU é a prevenção do genocídio.

Em discurso no Conselho de Segurança antes da votação, Eliasson afirmou que o "genocídio em Srebrenica foi um dos capítulos mais negros da história recente".

Ele afirmou que as Nações Unidas reconheceram a responsabilidade pelo fracasso na proteção das pessoas que buscaram abrigo e refúgio na época.

Ao mesmo tempo, o vice-chefe da ONU anunciou a determinação de usar as lições aprendidas com as ações de 1995 para detectar novos perigos antecipadamente.

Eliasson declarou que o Conselho de Segurança tem um papel central atualmente. Ele disse que "todos podem ver como situações podem deteriorar e sair do controle quando o órgão está dividido".

Eliasson deu como exemplo "a carnificina na Síria, como também os crimes no Iraque, no Sudão do Sul e em outros países". Ele citou ainda grupos extremistas como o Isil, Boko Haram e Al-Shabaab que parecem competir em brutalidade com o objetivo de espalhar o medo e dividir as populações.

Consequências

De Genebra, por videoconferência, o alto comissário de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, afirmou que para que haja uma força de paz eficaz, todas as partes do conflito devem obedecer as decisões tomadas pelo Conselho de Segurança.

Zeid disse que "todos os lados devem acreditar que haverá sérias consequências para quem não cumprir as determinações e ninguém ficará impune".

O chefe de direitos humanos deixou claro que "enquanto não houver respeito pela ONU, é provável que novos massacres aconteçam".

Zeid declarou que Srebrenica foi uma catástrofe para os seus habitantes e refugiados em 11 de julho de 1995, e também para a população da Bósnia Herzegovina e para as Nações Unidas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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