Preço do pão na Síria sobe quase 90%, contribuindo para o aumento fome

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Produção alimentar do país continua 40% menor do que os níveis anteriores à crise; quase 10 milhões de pessoas no país sofrem com a insegurança alimentar, segundo levantamento de agências da ONU.

Conflio afetou de forma severa o setor da pecuária. Foto: FAO/Tahseen Ayyash

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A produção alimentar na Síria está 40% menor do que os níveis pré-crise, segundo levantamento da agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Com isso, o preço do pão aumentou 87% e a produção de aves caiu pela metade. O economista-chefe do PMA, Arif Husain, declarou que "a evidência é clara: quase cinco anos de conflito destruiu a economia síria e a capacidade das pessoas comprarem itens essenciais para a sobrevivência".

Seca

A produção de trigo em 2015 deve ser um pouco melhor do que a do ano passado, quando houve uma seca, mas ainda assim, será 40% menor do que os níveis anteriores ao conflito.

A Síria tem 9,8 milhões de pessoas sofrendo com a insegurança alimentar, sendo que quase 7 milhões sofrem de "forma severa", ou seja, dependem de ajuda externa.

Outros Fatores

A falta de combustível, de agricultores, de sementes e de fertilizantes também contribuem de forma negativa para a situação. A pecuária, setor que já foi grande contribuinte da economia síria, viu a produção de gado reduzir em 30% e a de ovinos e caprinos em 40%.

Segundo o PMA, a falta de alimentos pode causar danos "irreversíveis", principalmente para as crianças, caso o conflito continue por mais anos.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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