Onusida aplaude redução no preço dos testes de HIV em menores

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Baixa de 35% foi anunciada esta segunda-feira; preço de acesso passou para US$ 9,40 cada; maior parte das mortes infantis devido ao vírus ocorre entre as seis e as oito semanas de vida.

Serviços de diagnóstico e tratamento para crianças que vivem com o HIV. Foto: Unaids/D. Kwande

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, saudou esta segunda-feira a redução de 35% no preço de tecnologias para deteção precoce do vírus em crianças.

O diretor executivo da agência, Michel Sidibé, disse tratar-se de uma “forte medida” para o fim do que chamou de “enorme falha do mundo” em atender as necessidades de tratamento dos menores que vivem com o HIV.

Serviços

Com o acordo, o custo de acesso a cada teste passou para US$ 9,40. O entendimento envolveu a Iniciativa de Acesso a Diagnosticos, lançada em julho passado pela Onusida e a Roche Diagnostics.

Sidibé afirmou que agora é preciso usar o pacto para intensificar rapidamente os serviços de diagnóstico e de tratamento para todas as crianças que vivem com o vírus, como prevê a meta 90-90-90.

O objetivo é que 90% das pessoas que vivem com HIV saibam o seu estado serológico, 90% dos diagnosticados recebam terapia antirretroviral sustentada e 90% das pessoas tratadas suprimam o vírus até 2020.

Tratamento

A Iniciativa de Acesso ao Diagnostico considera necessário melhorar a capacidade dos laboratórios para garantir serviços de tratamento a todos os que precisam “de forma eficaz e com qualidade”.

A negociação para baixar o preço também envolveu a Iniciativa Clinton de Acesso à Saúde, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Sida, Pepfar, o Fundo Global de Combate à Sida, à Tuberculose e à Malária.

Grande parte das mortes de crianças com o HIV ocorre entre as seis e as oito semanas. A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda exames de deteção infantil precoce aos menores expostos ao vírus nos primeiros dois meses de vida.

Baixa Renda

Entretanto, apenas cerca de metade destes tem acesso aos serviços. Em parte, o custo está por detrás da limitação de plataformas de teste que são atualmente utilizadas em países de baixa e média renda.

Em 2014, 32% das crianças a viver com HIV receberam a terapia antirretroviral em comparação aos 41% dos adultos. O Onusida considera essa diferença uma lacuna importante no acesso ao tratamento.

O novo custo para o diagnóstico precoce em crianças é o mesmo que o valor negociado para o teste da carga viral para adultos, que no ano passado teve uma redução de 40%.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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