ONU condena ataques contra muçulmanos e cristãos na Nigéria

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Ações do grupo Boko Haram foram nos estados de Borno e Yobe; agências de notícias falam em dezenas de mortos; nota do secretário-geral Ban Ki-moon lembra que ataques ocorreram no mês sagrado do Ramadão.

Nigerianas refugiadas nos Camarões após fugirem da violência do grupo Boko Haram. Foto: PMA/Sofia Engdahl

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas condenou fortemente os ataques do grupo Boko Haram contra muçulmanos e cristãos em pleno "mês sagrado do Ramadão". As ações ocorreram nos estados de Borno e Yobe, nordeste da Nigéria.

Agências de notícias reportaram que a violência dos extremistas contra muçulmanos e cristãos fez vários mortos, no que vem a ser uma semana de vários ataques do Boko Haram na região, a incluir bombardeamentos e tiros contra civis.

Recursos

Ban Ki-moon se pronunciou sobre os ataques na noite de terça-feira e renovou o apoio "à operação da Força-Tarefa Conjunta Multinacional, por meio do fornecimento de recursos políticos, logísticos e financeiros" à Nigéria.

Segundo o chefe da ONU, as medidas precisam estar de acordo com as leis humanitárias e de direitos humanos. Ban também apontou para a "determinação do presidente Muhammadu Buhari em identificar as raízes dessa ameaça".

Combate

O secretário-geral também elogiou os países da Comissão do Lago Chade (Camarões, Chade, Nigéria e Níger) e Bênin por seus esforços na luta contra o Boko Haram.

O chefe do Escritório da ONU para África Ocidental falou ao Conselho de Segurança sobre o Boko Haram na tarde de terça-feira.

Mohammed Ibn Chambas disse que desde maio, os extremistas estão a aumentar seus ataques na região do Lago Chade, tendo como alvo principalmente os civis. Por isso, mais vigilância e coordenação regional são necessárias.

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