ONU “atingiu objetivo central” da missão para resposta de emergência ao ébola

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Unmeer passa a ser liderada pela OMS a partir deste sábado; semana com menos casos num ano regista sete pacientes na Guiné Conacri e na Serra Leoa; secretário-geral pede mais apoio para fim do surto e recuperação dos países.

Profissionais da saúde na Serra Leoa. Foto: Unicef/John James

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas anunciaram o fim da sua Missão para Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, este 31 de julho.

Em nota, o secretário-geral disse que a operação “alcançou o seu objetivo central de expandir a resposta no terreno e criar a união de propósitos” entre os socorristas, em apoio aos esforços liderados a nível nacional.

Marco Importante

Para Ban Ki-moon, a decisão é “um marco importante na resposta global” ao ébola. De acordo com a OMS, desde o início do surto foram registados 27.784 casos e 11.294 mortes. A África Ocidental foi a região mais assolada pela doença.

A partir de 1 de agosto a supervisão total da resposta de emergência ao ébola nas Nações Unidas será “totalmente liderada” pela OMS, sob a autoridade direta da diretora-geral da agência.

O chefe da ONU disse que várias entidades da organização tomaram medidas necessárias para uma transição tranquila. Trata-se de agências, fundos e programas da organização aliados ao seu Escritório de Assistência Humanitária, a Missão da ONU na Libéria e parceiros nacionais e internacionais.

Alto Nível

Ban afirmou ter determinado que é necessária dedicação da liderança das Nações Unidas para manter o alto nível para chegar a zero casos do ébola.

Gestores de Crise do Ébola vão permanecer nos países afetados sob a supervisão da OMS e com o apoio dos coordenadores residentes e das equipas locais da organização.

Na Libéria, o representante especial adjunto e coordenador residente deve liderar a resposta de emergência ao ébola com o apoio da equipa das Nações Unidas do país. O enviado especial do secretário-geral sobre ébola continuará a fornecer orientações estratégicas para a resposta.

Crise

A ONU reiterou sua firmeza no compromisso de apoiar os Governos da Guiné Conacri, da Libéria e da Serra Leoa para alcançar e manter zero de casos. Ban disse ter sido feito um progresso considerável, mas advertiu que a crise ainda não terminou.

De acordo com a OMS, sete casos de ébola foram registados na semana até 26 de julho. O período foi marcado pelo menor número de casos num ano, com quatro pacientes confirmados na Guiné Conacri e três na Serra Leoa.

Nas oito semanas anteriores, a incidência estabilizou-se entre 20 e 30 pacientes semanais.

Esforços

Para Ban, neste momento crítico são precisos mais recursos para que a ONU e os seus parceiros sustentem o apoio total aos esforços nacionais para acabar com o surto e ajudem as atividades de recuperação nos países afetados.

A nota termina com um apelo aos Estados-membros das Nações Unidas para que mantenham o apoio político e financeiro necessário para o fim do ébola.

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