OMS alerta que obesidade está aumentando em vários países

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Relatório da agência da ONU diz que isto está ligado a uma alta oferta de alimentos energéticos, com muita caloria; especialistas disseram que na maioria dos 69 países pesquisados os dois fatores dispararam 81% entre 1971 e 2010.

Obesidade é um fator de risco para vários problemas de saúde, incluindo diabetes, doenças do coração, derrame e alguns tipos de câncer. Foto: OMS/Giulio di Sturco

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde alertou esta quarta-feira que a epidemia da obesidade está ligada ao aumento da oferta de alimentos energéticos, com muitas calorias.

A conclusão consta do boletim da OMS preparado por especialistas na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.

Alimentos x Obesidade

O relatório analisou o aumento do suprimento de alimentos energéticos, isto é, com muitas calorias e a obesidade em 69 países de alta, média e baixa rendas.

A conclusão é que em 56 dessas 69 nações, houve uma alta tanto no fornecimento desse tipo de comida como também no peso das pessoas entre 1971 e 2010.

Na maioria do países, o aumento das calorias dos produtos alimentícios foi suficiente ou mais do que suficiente para explicar a atual alta de peso da população.

Proporção

Segundo a OMS, entre 1980 e 2013, a proporção de adultos obesos no mundo subiu de 28,8% para 36,9% entre os homens e de 29,8% para 38% entre as mulheres.

Uma das autoras do estudo, Stefanie Vandevijvere, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, citou ainda outros fatores conhecidos que contribuem para a epidemia global de obesidade como o aumento da urbanização, a dependência de carros e trabalhos sedentários.

Ela disse que o documento mostra que esse excesso de alimentos calóricos serve para impulsionar exatamente um consumo maior.

A autora explicou que "muito do aumento das calorias nas últimas décadas vem de alimentos ultra processados, que são muito saborosos, baratos e amplamente divulgados em propagandas. Isso tudo facilita o consumo exagerado".

Saudável

O relatório é importante porque fornece provas de que os governos devem implementar políticas para transformar o suprimento de comida num sistema mais saudável.

Em troca, será possível reduzir a obesidade, que é um fator de risco para vários problemas de saúde, incluindo diabetes, doenças do coração, derrame e alguns tipos de câncer.

Em 2013, os 194 Estados membros da OMS concordaram com o Plano de Ação Global para Prevenção e Controle de Doenças Crônicas.

Uma das nove metas da proposta é "conter o avanço do diabetes e da obesidade". Para atingir esse objetivo, os países podem usar subsídios e impostos sobre alimentos para promover uma dieta saudável.

O diretor do departamento de nutrição da OMS, Francesco Branca, afirmou que "os países devem analisar como eles orientam o sistema alimentar".

Para solucionar a crise de obesidade, Branca disse que é necessário trabalhar com vários setores, incluindo agricultura, produção, distribuição e comércio, além dos serviços de saúde e de educação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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