OMS alerta que 10% da população global tem distúrbio de saúde mental

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No entanto, apenas 1% dos trabalhadores de saúde atua na área; agência lançou nesta terça-feira o Atlas de Saúde Mental 2014; documento destaca "grandes desigualdades no acesso a serviços de saúde mental".

Equipe móvel de saúde mental trata pacientes vivendo em abrigos improvisados em Chapagaun, Nepal, próximos à capital, Katmandu. Foto: OMS/ A. Bhatiasevi

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que uma em cada 10 pessoas no mundo, 10% da população global, sofre de algum distúrbio de saúde mental. Isso representa  aproximadamente 700 milhões de pessoas. No entanto, apenas 1% da força de trabalho mundial de saúde atua nesta área.

Segundo a OMS, quase metade da população global vive em países onde há menos de um psiquiatra para cada 100 mil pessoas.

Acesso Desigual

A agência destaca que existem "grandes desigualdades no acesso a serviços de saúde mental dependendo de onde as pessoas vivem".

Em uma média global, há menos de um trabalhador de saúde mental para cada 10 mil pessoas. Os dados estão no Atlas de Saúde Mental 2014, da OMS, lançado nesta terça-feira.

De acordo com o documento, em países de rendas baixa e média as taxas caem abaixo de um para cada 100 mil pessoas, enquanto em países de renda alta este índice é um para cada 2 mil pessoas.

Gastos

O relatório afirma que os gastos locais em saúde mental ainda são "muito reduzidos". Países de rendas baixa e média gastam menos de US$ 2 per capita por ano em saúde mental. Este valor é equivalente a R$ 6,30.

Em países de renda alta, esses gastos chegam a mais de US$ 50. A maior parte do dinheiro vai para hospitais psiquiátricos, que servem a uma pequena parcela dos que precisam de cuidados.

Os países ricos ainda têm um número muito maior de leitos em hospitais psiquiátricos e de taxas de internação.

Treinamento

Segundo a agência, o treinamento de equipes de atenção primária em saúde mental é "fundamental" para capacitação ao reconhecimento e tratamento de pessoas com distúrbios mentais graves e comuns.

Desde 2011, o número de enfermeiras trabalhando em saúde mental aumentou 35%, mas ainda há escassez em todas as áreas, particularmente em países mais pobres.

Políticas

De acordo com o Atlas, as nações continuam progredindo na criação de políticas, planos e leis para saúde mental, que fornecem uma base para boa governança e desenvolvimento de serviços.

A agência afirmou que dois terços dos países têm uma política ou plano e metade deles tem uma lei de saúde mental independente.

No entanto, a maioria das políticas e das leis não estão em plena conformidade com os instrumentos internacionais de direitos humanos. A implementação é, muitas vezes, fraca e pessoas com transtornos mentais e seus familiares têm frequentemente envolvimento limitado em seu desenvolvimento.

Plano de Ação

O relatório lançado nesta terça-feira é a quarta e mais nova edição da iniciativa da OMS de medir os progressos em saúde mental em todo o mundo.

Em 2013, a agência da ONU lançou o Plano de Ação Abrangente sobre Saúde Mental 2013-2020.

O documento estabeleceu quatro objetivos, incluindo o fortalecimento de liderança e governança para saúde mental e o fornecimento de serviços sociais e de saúde mental abrangentes em ambientes comunitários.

A OMS quer também a implementação de estratégias para promover a saúde mental e o fortalecimento de sistemas de informação e pesquisa.

*Apresentação: Edgard Jr.

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