Ocha vai suspender fornecimento de água no Iraque

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O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária alertou que a falta de dinheiro vai obrigar também corte nos serviços de saneamento no fim de julho.

Falta de água e serviços de saneamento no Iraque. Foto: Ocha/Iason Athanasiadis

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, alertou esta segunda-feira que 40% dos programas de fornecimento de água e serviços de saneamento serão suspensos no fim do mês por falta de fundos.

Segundo a agência da ONU, desde oito de julho, mais de 74 mil pessoas fugiram de Faluja, na província de Anbar, por causa da violência.

"Wash"

O Ocha afirmou que "novos deslocamentos, movimento crescente da população e insegurança" fazem com que as operações de entrega de assistência humanitária se tornem muito mais difíceis.

O escritório da ONU disse que essa ajuda de emergência, "Wash", na sigla em inglês, representa os serviços de água, saneamento e higiene que são fornecidos aos deslocados internos nas piores áreas do país, onde os conflitos são mais fortes.

A agência declarou que são necessários mais fundos para cobrir os gastos com as atividades e os suprimentos. Dos US$ 43,9 milhões pedidos durante o apelo de resposta humanitária para o Iraque, apenas US$ 3,9 milhões foram recebidos até agora, menos de 10%.

Dinheiro

O Ocha afirmou que falta dinheiro também para a compra de abrigos e outros materiais não perecíveis. A agência da ONU disse que se a situação não mudar, 90% de todos os programas humanitários de saúde vão ser suspensos até outubro.

O conflito armado e a violência em grande escala no Iraque tiveram início em janeiro de 2014.

Inicialmente restrita à província de Anbar, com as cidades de Faluja e Ramadi sendo as mais afetadas, a violência cresceu junto com o seu impacto por toda a região causando o deslocamento forçado de mais de 500 mil pessoas, até maio de 2015.

Em junho do ano passado, o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, junto com outros grupos armados, atacaram e assumiram o controle da cidade de Mosul e de outras áreas no norte do país.

Segundo a ONU, isso levou a um conflito contínuo, deslocamentos internos maciços e violações sistemáticas das proteções civis e dos direitos humanos.

O Ocha afirmou que o resultado dessa situação no Iraque representa agora uma das maiores crises humanitárias do mundo, com mais de 8 milhões de pessoas necessitando de ajuda.

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