Na ONU, Jorge Sampaio recebe Prêmio Nelson Mandela

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Ex-presidente de Portugal é reconhecido como "líder na luta pela restauração da democracia"; em entrevista à Rádio ONU, Sampaio diz estar honrado por associação com Mandela, segundo ele, uma "figura incontornável do século 20 e exemplo extraordinário de tolerância".

Jorge Sampaio recebe o Prêmio Nelson Mandela na sede das Nações Unidas. Foto: Rádio ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio, é um dos vencedores do 1º Prêmio Nelson Mandela.

O objetivo é reconhecer as realizações daqueles que dedicam suas vidas a serviço da humanidade, promovendo os propósitos e princípios das Nações Unidas.

Democracia

Segundo a ONU, Jorge Sampaio, que também serviu como prefeito de Lisboa, “tornou-se um líder na luta pela restauração da democracia em Portugal”.

"É um conjunto, algo que me honra muito, em primeiro lugar porque está associado a um prêmio que tem o nome de uma figura absolutamente incontornável do século 20, que foi um exemplo extraordinário de tolerância, de luta, de reivindicação pelos direitos humanos. Ter este nome, ter este prêmio é uma página da vida que de alguma (forma) faz um balanço, um balanço que permite-me dizer que me honra muito e me estimula para coisas futuras."

Sampaio chefiou a Aliança das Civilizações, criada pelo ex-secretário-geral Kofi Annan em 2005. O grupo reúne analistas de alto nível que investigam as causas das polarizações entre sociedades e culturas e recomendam um programa de ação para solucionar os problemas.

Ele também trabalhou como enviado especial do secretário-geral da ONU para a luta contra a tuberculose.

70 Anos

O ex-presidente de Portugal falou ainda sobre a aniversário de 70 anos da ONU.

"Nada pode substituir o trabalho que as Nações Unidas e as agências especializadas podem contribuir para aquilo que afinal de contas é crucial. O que a gente precisa é dialogar, precisa ser eficaz, precisa trazer a ciência, a economia, a sociedade e o progresso para dentro de nossos cotidianos e deixar de lado, por mais utópico que possa parecer, aquilo que é hoje uma coisa terrível, que é os que ganham fortunas no comércio das armas, os que não têm qualquer respeito pela condição humana."

Além de Sampaio, a outra vencedora do Prêmio Mandela é Helena Ndume, uma oftalmologista da Namíbia.

Segundo a ONU, Helena Ndume é uma oftalmologista que tem trabalhado no tratamento da cegueira e de doenças relacionadas à visão”, tanto na Namíbia como em outros países em desenvolvimento.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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