Isil controla um terço do território iraquiano, diz ONU

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Mais de 1,2 mil pessoas morreram em cerca de dois meses; relatório do chefe da missão das Nações Unidas no país destaca violações e abusos que alimentam falta de confiança.

Jan Kubis no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami, disse ao Conselho de Segurança que um terço do país está sob o controlo e governação do autoproclamado Estado Islâmico no Iraque e do Levante, Isil.

As declarações de Jan Kubis foram feitas numa sessão do órgão realizada esta quarta-feira, em que ele declarou que o país vive uma das fases mais difíceis da sua história moderna.

Situação Humanitária

O informe destacou a luta contra o terrorismo, a estagnação política e o que considerou grave situação humanitária que afetam o país.

Segundo o representante, a Unami continua a receber relatos de ataques generalizados contra civis e infraestruturas, execuções extrajudiciais, raptos, violações e outras formas de violência sexual. Os atos incluem recrutamento forçado de crianças, destruição gratuita e pilhagem de bens civis além da negação de direitos e das liberdades fundamentais.

O chefe da Unami declarou que minorias, mulheres e crianças continuam a ser particularmente vulneráveis.

Kubis considerou alto o custo humano da violência no Iraque. Desde a sua apresentação ao Conselho em meados de maio, pelo menos 1,2 mil civis morreram e mais de 2 mil ficaram feridos em ataques terroristas ou ações armadas.

Mortes

O representante citou como mais um exemplo dos horrores e humilhações infligidas pelo Isil a morte de mais de 100 civis, num ataque suicida contra um mercado ocorrido na semana passada.

Ao lembrar que o Iraque é um mosaico de comunidades étnicas e religiosas, Kubis disse que cada um desses grupos tem sofrido violações e abusos durante anos que resultam na falta de confiança.

Propósito

Apesar dos desafios enfrentados no Iraque, o informe cita sinais de esperança e de oportunidades para uma saída da crise. Kubis disse que o governo de unidade ainda não tem refletido uma unanimidade de propósito ou de ação.

Ele disse haver sinais do aumento da compreensão de que chegou o momento para selar acordos políticos abrangentes, particularmente para uma “reconciliação nacional histórica ” defendida por alguns líderes.

Kubis falou de vários planos e projetos surgidos recentemente, promovidos por líderes e por forças políticas destacadas. A Comissão de Reconciliação Nacional foi destacada no Conselho,  por ter criado  um plano de ação assumido e conduzido pelo Governo.

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