Isil controla mais de 30% do Iraque

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Alerta foi feito pelo chefe da missão das Nações Unidas no país em pronunciamento no Conselho de Segurança; mais de 1,2 mil pessoas morreram em cerca de dois meses.

Milhares fogem por causa da violência no Iraque. Foto: Acnur/Inge Colijn

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque, Unami, Jan Kubis, alertou que o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, controla um terço do país.

Kubis fez a declaração durante pronunciamento esta quarta-feira no Conselho de Segurança. Ele disse que o país vive uma das fases mais difíceis de sua história moderna.

Terrorismo

O chefe da Unami destacou a luta contra o terrorismo, a estagnação política e o que classificou como sendo uma grave situação humanitária no país.

Segundo Kubis, a Unami continua recebendo relatos de ataques generalizados contra civis e infraestruturas, execuções extrajudiciais, sequestros, violações e outras formas de violência sexual. As ações incluem recrutamento forçado de crianças, destruição gratuita e roubo de bens públicos além de negar os direitos e as liberdades fundamentais.

O chefe da missão da ONU declarou que minorias, mulheres e crianças continuam particularmente numa situação vulnerável.

Kubis considerou alto o custo humano da violência no Iraque. Desde de sua última declaração no Conselho em meados de maio, pelo menos 1,2 mil civis morreram e mais de 2 mil ficaram feridos em ataques terroristas ou operações armadas.

Horrores e Humilhações

O representante citou como mais um exemplo dos horrores e humilhações infligidas pelo Isil a morte de mais de 100 civis, num ataque suicida contra um mercado ocorrido na semana passada.

Ao lembrar que o Iraque é um mosaico de comunidades étnicas e religiosas, Kubis disse que cada um desses grupos tem sofrido violações e abusos durante anos.

Esperança

Apesar dos desafios enfrentados no Iraque, o pronunciamento cita sinais de esperança e de oportunidades para sair da crise. Kubis disse que o governo de unidade ainda não tem refletido um consenso de propósito ou de ação.

Segundo ele, há sinais de mais compreensão de que chegou o momento para selar acordos políticos abrangentes, em particular, para uma “reconciliação nacional histórica” defendida por alguns líderes.

Kubis falou de vários planos e projetos surgidos recentemente, promovidos por líderes e por forças políticas. A Comissão de Reconciliação Nacional foi destacada no Conselho, por ter criado um plano de ação assumido e controlado  pelo Governo.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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