Iêmen: Ban pede fim do conflito e cita "catástrofe" humanitária

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"Emergência Nível 3″  foi declarada para o país, o que representa o mais alto nível de crise humanitária; medida vale por um período de seis meses; desde a escalada da violência no país, em março, mais de 2,8 mil pessoas foram mortas.

Crianças iemenitas sob risco de desnutrição. Foto: Unicef

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU repetiu seu apelo por um fim imediato do conflito no Iêmen para ajudar a conter o desdobramento da "catástrofe" humanitária no país.

Em nota emitida por seu porta-voz, Ban Ki-moon pediu aos envolvidos para chegarem a um acordo, "no mínimo, em uma pausa imediata dos combates até o fim do mês de Ramadã" para que assistência humanitária vital possa ser entregue em todo o país.

Solução Política

O chefe da ONU destacou que todas as partes envolvidas no conflito devem cumprir suas obrigações perante a lei humanitária internacional, protegendo civis e permitindo que trabalhadores humanitários entreguem assistência vital.

Ban reafirmou o compromisso das Nações Unidas, "como expressado através das ações de seu enviado especial, Ismail Ould Sheikh Ahmed, para apoiar o Iêmen na busca de uma solução política, a única viável, para o conflito".

O comunicado alerta, no entanto, que sem acesso a "todas as partes do país, crianças, mulheres e homens vão continuar morrendo por falta de comida, água potável e assistência médica".

Emergência

Nesta quarta-feira, as Nações Unidas e instituições parceiras declararam "Emergência Nível 3″ para o Iêmen, o que representa o mais alto nível de crise humanitária. A medida vale por um período de seis meses, com revisão planejada para setembro.

Desde a escalada da violência no país, em março, mais de 2,8 mil pessoas foram mortas e 13 mil ficaram feridas. Ainda segundo o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, mais de um milhão de iemenitas foram obrigados a fugir de suas casas.

Mais de 21 milhões de pessoas, o que representa mais de 80% da população do Iêmen, precisam agora de algum tipo de assistência humanitária.

Cerca de 13 milhões enfrentam uma crise de segurança alimentar e 9,4 milhões tiveram o acesso à água cortado ou gravemente prejudicado. Isso aumenta o risco de surtos de doenças transmitidas pela água, incluindo o cólera.

Leia Mais:

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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