FMI aumenta esforços para ajudar países a financiar desenvolvimento

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Objetivo é adotar medidas que ampliem acesso a recursos com foco em questões como equidade, inclusão e meio ambiente; anúncio foi feito durante 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

Vice-diretor de Política Estratégica do FMI, Sean Nolan. Foto: ONU/P. Lecomte

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo Monetário Internacional afirmou que vai aumentar os esforços para ajudar os países nas estratégias de financiamento para o desenvolvimento sustentável.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo vice-diretor de Política Estratégica do FMI, Sean Nolan, que está participando da 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Adis-Abeba, na Etiópia.

Recursos

O objetivo é ampliar o acesso a recursos, ajudando as nações a mobilizar a renda doméstica de uma melhor forma com foco em questões como equidade, inclusão e meio ambiente.

Nolan explicou que as medidas vão servir para assessorar os países na busca pela implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, que os líderes mundiais devem adotar em setembro. As metas são acabar com a pobreza, transformar vidas e proteger o planeta.

O vice-diretor do Fundo disse que a instituição financeira decidiu aumentar o acesso em 50%. Isso significa disponibilizar mais dinheiro para os países de baixa renda.

Juro Zero

O FMI decidiu também que todos os empréstimos feitos a países atingidos por desastres naturais ou conflitos terão "juro zero".

Segundo Nolan, outra forma de prestar mais ajuda será através de assistência técnica e política e também para que o país possa criar mais resiliência econômica.

O representante do Fundo disse que "no final do dia, os Estados operam de acordo com a coleta de impostos".  Ele afirmou que "os países que querem promover o desenvolvimento através de gastos nos setores de infraestrutura, saúde e educação precisam conseguir mais recursos sozinhos".

Nolan declarou que os impostos são muito baixos em países mais pobres, em alguns casos de apenas 15% do produto interno bruto, PIB. O vice-diretor do Fundo explicou que esse índice pode aumentar se forem realizadas uma série de reformas.

Ele chamou a atenção, por exemplo, para o envio de lucros das empresas para o exterior. Nolan disse que se as transferências forem legais, não há problema, mas se as leis forem fracas ou inadequadas, os países estão perdendo dinheiro para as multinacionais".

Leia Mais:

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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