Ebola: encontro na ONU reúne ministros das finanças dos países mais afetados

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Conferência internacional sobre recuperação acontece nesta sexta-feira; estudo do Banco Mundial destaca que perda de trabalhadores de saúde devido ao vírus poderá resultar no aumento de mortes por complicações na gravidez ou no parto.

Ministros das finanças dos três países afetados pelo ebola e a chefe do Pnud, Helen Clark, reunidos na sede da ONU. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Consultas técnicas nesta quinta-feira na ONU reúnem os ministros das finanças dos três países mais afetados pelo surto de ebola: Guiné, Libéria e Serra Leoa.

O encontro acontece na véspera da Conferência Internacional de Recuperação do Ebola, neste 10 de julho.

Batalha

Abrindo o evento, a chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, afirmou que os "recentes novos casos na Libéria e os contínuos novos casos na Guiné e em Serra Leoa são um lembrete de que a batalha contra o ebola ainda não foi ganha".

Helen Clark disse que isso também destaca a "necessidade urgente de aumentar as capacidades nacionais, regionais e internacionais de vigilância em saúde pública e gerenciamento de emergência".

Impactos

A chefe do Pnud falou que o "impacto mais direto" do surto foi a "perda trágica de vidas". Clark afirmou que a "epidemia também interrompeu as rápidas taxas de crescimento pelas quais os três países" estavam passando.

Ela disse ainda que o "surto teve um impacto desproporcional" em mulheres, tanto nos números de casos quanto no de mortes.

Mães

Um estudo divulgado pelo Banco Mundial destacou que a morte de trabalhadores de saúde devido à epidemia de ebola pode contribuir para o aumento da mortalidade materna.

Complicações na gravidez ou no parto entre mulheres da Guiné, Libéria e Serra Leoa devem gerar mais de 4 mil mortes adicionais por ano, porque faltam profissionais de saúde para tratar as mulheres.

O relatório "Mortalidade de Trabalhadores de Saúde e o Legado da Epidemia de Ébola" foi publicado na quarta-feira pela revista especializada The Lancet.

O economista do Banco Mundial e co-autor do estudo, Markus Goldstein, declarou que "a perda dos profissionais pode aumentar as mortes maternas em índices vistos há 15 ou 20 anos".

Enviado Especial

A taxa de mortalidade materna poderá subir 38% na Guiné, 74% na Serra Leoa e 111% na Libéria, mesmo se os três países forem declarados livres do ebola.

Ainda na tarde desta quinta-feira, na sede das Nações Unidas, em Nova York, o enviado especial da ONU sobre o ebola, David Nabarro, e o coordenador para resposta ao ebola do Pnud, Sunil Saigal, devem falar à imprensa.

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