Duas missões de paz da ONU em África são atacadas

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Homens armados mataram pelo menos seis soldados de paz no Mali, numa ação classificada de "ataque terrorista" pelas Nações Unidas; no Sudão do Sul, uma pessoa morreu no ataque contra um local de proteção de civis.

Capacetes azuis ajudam civis no Sudão do Sul. Foto: Unmiss

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Homens armados não-identificados atacaram uma patrulha da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Mali, Minusma. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira, hora local, e pelo menos seis soldados de paz foram mortos.

O ataque foi a 45 km ao sul de Timbuktu e outros cinco capacetes azuis ficaram feridos. As forças da Minusma seguiram de imediato ao local do ataque e helicópteros foram utilizados no resgate.

Justiça

O secretário-geral Ban Ki-moon lembra que ataques contra a ONU são uma "séria violação da lei internacional" e por isso, pede que os autores sejam rapidamente levados à Justiça.

Já o chefe da Minusma e representante da ONU no Mali, Mongi Hamdi, condenou o ataque e classificou a ação de "um ataque terrorista contra os soldados de paz".

Sudão do Sul

As Nações Unidas também conderam um ataque ocorrido na noite de quarta-feira contra um local de proteção de civis mantido pela Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, em Malakal.

Forças da oposição seriam as responsáveis pela ação, que resultou na morte de um deslocado interno e deixou outras seis pessoas feridas.

De acordo com relatos, os homens que abriram fogo pertencem ou a um grupo de oposição dentro  do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, ou a milícias aliadas ao general Johnson Olony, que comanda as forças da oposição.

Abrigo

O secretário-geral fez um apelo ao ex-vice-presidente Riek Machar, e ao comandante Johnson Olony para que uma investigação seja conduzida de imediato.

Ban Ki-moon quer uma investigação de imediato e numa nota, o chefe da ONU lembra que todos os partidos precisam respeitar os locais mantidos pela Unmiss no Sudão do Sul.

Ban lembra que os sítios de protecção de civis da Missão da ONU no Sudão do Sul abrigam mais de 140 mil civis que abandonaram suas casas devido à violência.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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