Desmatamento em Bornéu coloca orangotangos em risco de extinção

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Pnuma calcula que 55 mil animais vivem nas florestas da ilha asiática, mas 80% do habitat pode desaparecer até 2080; desenvolvimento agrícola, especialmente extração do óleo de palma, contribuem para o desmatamento.

Espécie vive na ilha de Bornéu. Foto: Pnuma

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, calcula que 80% do habitat dos orangotangos da ilha de Bornéu pode desaparecer até 2080, caso nada seja feito para mudar o atual ritmo de exploração da terra.

Cerca de 55 mil orangotangos de Bornéu vivem nas florestas da terceira maior ilha do mundo, localizada no sudeste asiático, entre Malásia e Indonésia. Segundo o Pnuma, o desenvolvimento agrícola na região tem sido enorme, com as florestas sendo utilizadas principalmente para a extração do óleo de palma.

Mudança Climática

Com isso, os orangotangos de Bornéu podem ser extintos nas próximas décadas se não houver nenhuma mudança para diminuir os impactos ambientais do desmatamento.

A exploração das florestas também contribui para vários eventos ligados à mudança climática: fortes enchentes, aumento das temperaturas e menor produtividade rural.

O principal autor do relatório, Serge Wich, declarou que "as atuais políticas de conversão de terras em Bornéu são simplesmente insustentáveis".

Isolamento

Já o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que "sem o desenvolvimento sustentável, teremos um clima diferente no futuro e eventualmente, sem orangotangos".

Apesar de serem nativos da Indonésia e da Malásia, um século de desmatamento, de extração ilegal de madeira e de caça, fez com que os orangotangos se isolassem nas florestas da ilha de Bornéu e também em Sumatra.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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