Conflitos no Iêmen matam mais 165 pessoas entre 3 e 15 de julho

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Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que desse total, 53 eram crianças e 23 mulheres; agência cita ataques como morteiros em áreas residenciais e ação de atiradores de elite.

Distribuição de colchões e cobertores para população refugiada no Iêmen. Foto: Acnur/A.Zabarah

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou esta terça-feira que pelo menos 165 pessoas foram mortas em conflitos no Iêmen entre 3 e 15 de julho.

Segundo relatório do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, desse total, 53 eram crianças e 23 mulheres.

Ataques

O porta-voz do escritório, Rupert Colville, disse que foram registrados vários ataques pelos dois lados do conflito em muitas cidades.

A agência afirmou que os bombardeios feitos pelas forças ligadas ao presidente iemenita exilado Abd Hadi foram os responsáveis pela maioria das mortes.

Além dos ataques em áreas residenciais, mesquitas e mercados, estão sendo realizadas também ações com morteiros e operações de atiradores de elite.

Colville disse ainda que crianças estão sendo recrutadas por grupos armados para lutarem no conflito e migrantes são sequestrados e torturados em busca de resgate.

A agência da ONU informou que os civis iemenitas também estão sendo alvo dos rebeldes Houthis.

Desde março, quando a violência aumentou no país, pelo menos 1.693 pessoas morreram nos conflitos.

Menores Combatentes

Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, mostrou que os menores de idade representam um terço dos combatentes na província de Hudaydah.

O acesso aos serviços básicos no Iêmen está comprometido, por exemplo, o fornecimento de água é inexistente ou esporádico em 20 das 22 províncias do país.

Calcula-se que 1,6 milhão de meninos e meninas menores de cinco anos sofrem de desnutrição e precisam de tratamento urgente.

Apesar das dificuldades, pela primeira vez desde março, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, conseguiu levar um navio carregado de comida até o porto de Áden.

A embarcação transporta 3 toneladas de alimentos, quantidade suficiente para atender as necessidades de 180 mil pessoas por um mês.

O navio chegou à região em 26 de junho, mas por motivo de segurança foi forçado a esperar por mais de três semanas para poder atracar no porto.

Desde abril, as operações humanitárias do PMA conseguiram entregar alimentos a mais de 2 milhões de pessoas em 13 províncias iemenitas.

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