Cidadãos acreditam que mundo não está preparado para possível epidemia

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Pesquisa do Banco Mundial foi feita na Alemanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido; menos da metade dos participantes acreditam que seu país está preparado para um surto como o de ébola.

Profissionais de saúde em Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Banco Mundial realizou uma pesquisa sobre saúde pública com cidadãos da Alemanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. Entre 4 mil participantes, a maioria não está convencida de que o mundo está preparado para uma nova epidemia global como o ébola.

Enquanto novos casos continuam a surgir na África Ocidental, menos da metade dos entrevistados acredita que seu país está preparado para uma outra epidemia global de saúde.

Prevenção

De cada 10 participantes, oito concordam que investir em médicos, enfermeiras e clínicas em países pobres ou em desenvolvimento é essencial para prevenir epidemias.

O Banco Mundial informa ainda que sete entre 10 entrevistados para a pesquisa acreditam que  médicos e enfermeiros dos seus países (como Estados Unidos e França) precisam ser estimulados a trabalhar em áreas com riscos de surtos de saúde.

A maioria dos entrevistados, ou 60%, também apoia investimentos e mudanças políticas em nações em desenvolvimento, para que haja maior proteção contra epidemias globais.

Economias

Reforçar o sistema de saúde nessas nações também poderia ajudar o mundo a economizar dinheiro, acreditam 70% dos participantes. Para o presidente do Banco Mundial, a pesquisa mostra que o público vê "surtos de doenças infeciosas como uma séria ameaça global".

Jim Yong Kim declarou que os entrevistados esperam que os líderes mundiais tomem atitude em preparação para uma possível nova epidemia fatal. O presidente do órgão falou ainda sobre a necessidade de fortes investimentos para reforçar os sistemas de saúde de países vulneráveis.

Financiamento

As pessoas que responderam à pesquisa do Banco Mundial acompanham as notícias sobre o surto de ébola com bastante interesse. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, mais de 80% dos participantes confirmaram o tema é de suma relevância.

O Banco Mundial está a ajudar Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa a alcançar zero casos de ébola e trabalha para que as nações recuperem-se da crise de saúde, que gerou imensos impactos económicos.

Até maio, o Banco Mundial já havia mobilizado US$ 1,62 mil milhão para financiar o combate ao ébola nos países da África Ocidental.

 

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