Chefe humanitário fala de “necessidades mais do que nunca” no Sudão do Sul

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Stephen O’Brien quer ação imediata para evitar maior tragédia humanitária; em 20 meses do conflito 4,6 milhões passaram a enfrentar insegurança alimentar grave.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, concluiu este sábado uma visita de quatro dias ao Sudão do Sul.

O também coordenador da Assistência de Emergência disse que as necessidades humanitárias são agora mais do que nunca no país. Para ele, não se pode esperar para responder e aumentar o que já é distribuído.

Tragédia

O apelo à comunidade internacional é por ação imediata para evitar uma tragédia humanitária ainda maior no Sudão do Sul. ´

O’Brien apelou a todas as partes que deponham as armas e se comprometam com a paz sustentável para conter rapidamente o evoluir da crise humanitária.

A visita foi marcada por encontros com parceiros humanitários, com funcionários do governo e da comunidade diplomática além do contacto com comunidades afetadas pelo conflito na capital Juba e no estado de Unidade.

Fardo da Guerra

O representante disse estar “profundamente chocado” com o que viu, ao citar civis inocentes que suportam o maior fardo da guerra.

O coordenador falou das atrocidades sofridas pelas famílias que incluem assassinatos, sequestros e o recrutamento de crianças por grupos armados. Mulheres e meninas são “espancadas, violadas e incendiadas”.

O subsecretário-geral mencionou comunidades inteiras que perderam casas e meios de subsistência. Muitos morrem de fome ou vivem escondidos em pântanos ou em arbustos temendo pelas suas vidas.

Responsabilidade

O chefe humanitário da ONU exortou os líderes das fações em conflito a assumir a responsabilidade pelas suas ações e as dos que agem em seu nome.

Aos líderes do Sudão do Sul, o pedido é que ouçam ao seu povo e deponham as armas, parem a violência, conciliem as suas diferenças e comprometam-se com a paz “.

Estima-se que 4,6 milhões de pessoas enfrentem insegurança alimentar grave devido aos cerca de 20 meses do conflito entre o governo e os rebeldes.

Nutrição

Calcula-se que 250 mil crianças correm o risco de rápido agravamento de problemas de nutrição. Os menores são a metade dos 2 milhões de pessoas que fugiram de suas casas. Cerca de 600 mil sul-sudaneses estão abrigados nos países vizinhos.

De acordo com a ONU, somente 42% dos fundos pedidos para o Plano de Resposta Humanitária do Sudão do Sul foram recebidos. A lacuna é de cerca de US$ 1 mil milhão.

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