Cepal propõe alívio da dívida de países do Caribe

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Proposta de criação de fundo subregional vai ser anunciada pela secretária-executiva da Cepal durante a 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, na Etiópia.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal. Foto Cepal/Carlos Vera.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, propõe um perdão da dívida dos países do Caribe por parte das instituições credoras internacionais e a criação de um fundo regional de resiliência.

A proposta vai ser levantada pela secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, durante a 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Adis-Abeba, capital da Etiópia.

Desastres Naturais

O órgão determina que a Comunidade Caribenha, Caricom, chegue a um acordo com o Banco de Desenvolvimento do Caribe, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, FMI, para alcançar um cancelamento gradual de toda a dívida pública externa multilateral.

Segundo a Cepal, estes fundos foram destinados a financiar medidas de recuperação após o impacto de desastres naturais entre 1990 e 2014.

Em troca, os países beneficiados deveriam realizar pagamentos anuais a um fundo de resiliência do Caribe, que poderia ser administrado pelo Banco de Desenvolvimento da Região.

Mudança Climática

Um dos principais objetivos seria fazer frente a desastres naturais, financiar medidas de adaptação e mitigação em face à mudança climática e impulsionar o desenvolvimento social.

Segundo a Cepal, em 2013 cinco países do Caribe se encontravam entre os vinte mais endividados do mundo, de acordo com a relação entre sua dívida pública e o Produto Interno Bruto, PIB.

Neste ano, a dívida total, tanto interna quanto externa, em quinze países do Caribe subiu para  US$ 46 bilhões, equivalente a 71% do PIB subregional.

Ajustes

A Cepal afirma ainda que os ajustes fiscais necessários para reduzir a dívida a níveis sustentávels seriam tão duros que levariam os países à recessão.

Além disso, o órgão destaca que esta dívida não é fruto de "erros políticos, má administração fiscal ou da crise financeira internacional, mas choques externos, agravados pela vulnerabilidade inerente dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Caribe".

Outra razão seria a queda dos investimentos estrangeiros diretos nas últimas décadas.

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