Ban pede segurança e atmosfera pacífica nas presidenciais burundesas

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Missão da ONU confirma mortes após tiroteios e explosões nas vésperas da ida às urnas; 21 equipas da organização observam votação desta terça-feira; porta-voz fala de calma após manifestações em Bujumbura.

Região regista êxodo de refugiados burundeses. Foto: PMA

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas exortou às autoridades a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a segurança e uma atmosfera pacífica durante a eleição presidencial no Burundi.

Segundo agências de notícias, tiros e explosões durante a noite provocaram dois mortos na capital, Bujumbura, antes da votação desta terça-feira.

Contexto Preocupante

Na corrida participam o presidente Pierre Nkurunziza e três opositores. De acordo com os relatos das agências, outros cinco candidatos desistiram da corrida.

Na nota, Ban destaca o que chama de “contexto preocupante” da suspensão do diálogo sem um acordo sobre uma série de questões, “que teriam contribuído para a criação de um clima conducente à realização de eleições credíveis e pacíficas.”

O porta-voz da Missão de Observação Eleitoral das Nações Unidas no Burundi, Vladimir Monteiro, falou do decorrer da votação à Rádio ONU. Ele confirmou tensões e uma participação relativamente menor neste pleito,  em relação às legislativas e comunais de junho.

Mortos

“Passamos de 18 a 21 equipas que estão em todo o país para observar o processo. De facto, houve tiroteios e explosões em vários cantos da capital. Nesta manhã,  recebemos imagens de manifestações num dos bairros. Houve entre duas a quatro vítimas e pelo menos duas foram confirmadas.”

A nota do chefe da ONU recorda que o processo teve recomendações da Comunidade da África Oriental e da União Africana.

O apelo de Ban Ki-moon é que todas partes se abstenham de quaisquer atos de violência que possam comprometer a estabilidade do Burundi e da região.

Progressos

O secretário-geral reitera o seu apelo para a retomada de um “diálogo franco entre todas as partes”, as quais exorta que não comprometam os progressos alcançados na construção da democracia desde os Acordos de Arusha.

Ban disse ter conhecimento da suspensão indefinida do diálogo inter-burundês iniciado a 14 de julho, com a facilitação do Uganda. O processo foi recomendado pela Comunidade da África Oriental no princípio do mês.

O chefe da ONU saudou o presidente ugandês Yoweri Museveni, que lidera o bloco, ao apelar a todas as organizações e parceiros do Burundi que trabalhem em conjunto para ajudar na resolução pacífica das diferenças dos burundeses.

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