Unicef: surto de cólera é risco para crianças no Sudão do Sul

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Segundo a agência, 18 pessoas, incluindo dois menores de cinco anos, morreram no mais recente surto da doença; Organização Mundial da Saúde, OMS, também participa da ação de resposta.

Foto: OMS

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, um surto de cólera matou 18 pessoas no  Sudão do Sul. As vítimas incluem duas crianças com menos de cinco anos.

O primeiro caso foi relatado em 27 de maio no local de Proteção de Civis em Juba. Desde então, 170 casos suspeitos foram relatados dentro da área e em aldeias no estado de Equatória Central.

OMS

O Fundo e a Organização Mundial da Saúde, OMS, montaram imediatamente uma resposta ao surto, sob a liderança do Ministério da Saúde.

O objetivo é fornecer suprimentos vitais de saúde e intensificar as medidas preventivas, incluindo vacinação e promoção da higiene.

De acordo com o representante do Unicef no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, "até 5 mil crianças com menos de cinco anos estão em risco de morrer de cólera se não houver ação urgente para conter a ameaça".

Ele afirmou ainda ser "deplorável que uma doença tão facilmente evitável possa destruir tantas jovens vidas".

Perigo

Segundo o Unicef, crianças com até cinco anos de idade representam 15% dos  casos suspeitos de cólera.

A doença é particularmente perigosa para crianças pequenas porque causa rápida e grave desidratação devido aos vómitos e a diarreia.

Financiamento

Cerca de 30 mil deslocados internos no Centro de Proteção de Civis em Juba vão receber vacinação oral. Também estão em curso ações de promoção de higiene, incluindo lavagem de mãos e manuseamento seguro de alimentos.

Segundo o Fundo, a resposta precisa "urgentemente" de financiamento adicional para garantir que o surto seja contido. De acordo com a agência, a temporada de chuvas aumenta o risco de transmissão até novembro.

O Unicef no Sudão do Sul precisa urgentemente de US$ 4,6 milhões para financiar uma resposta de emergência à cólera por seis meses.

Rádio

De acordo com a agência da ONU, o país não registou casos entre 2009 e o fim de 2013.

No entanto, o conflito, que começou em dezembro de 2013, levou centenas de milhares de pessoas a saírem de suas casas, forçando-as a buscar abrigos em campos e assentamento superpovoados. Em muitos casos, não há acesso à água limpa e as condições de higiene são más.

Um surto de cólera em maio do ano passado matou 167 pessoas antes de ser controlado pela força-tarefa do Ministério que incluiu o Unicef, a OMS e outros parceiros.

O Fundo da ONU está transmitindo spots de rádio sobre como prevenir, detetar e tratar a cólera em 13 estações. Mobilizadores sociais andam de porta a porta para fornecer informação vital a comunidades vulneráveis.

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