Unicef condena ataque com granada a escola no Burundi

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Um adolescente ficou ferido após explosão do engenho explosivo contra um grupo que jogava basquetebol no recinto; relator da ONU pede criação de condições de livre da escolha antes das eleições presidenciais.

Bandeira do Burundi.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, condenou esta sexta-feira um ataque com granada ao recinto de uma escola na capital do Burundi, Bujumbura.

O escritório da agência no país disse que um grupo de homens não identificados lançou o engenho explosivo contra adolescentes que jogavam basquetebol, na comemoração do Dia da Criança Africana, na terça-feira.

Estudante Ferido

Em nota, o Unicef destaca o ferimento de um menino de 15 anos, no ataque considerado “deplorável num local que deve ser sempre seguro para todas as crianças”. Em momento de contínua agitação “crianças são mortas, detidas e permanecem em grande risco”, destaca a nota.

O comunicado realça que os menores têm o direito à protecção em tais situações e nunca devem ser alvos de ataques. Por outro lado, refere que as escolas devem ser respeitadas como zonas de paz e um porto seguro para elas.

Livre Escolha

Entretanto, o relator da ONU sobre justiça de transição disse que o calendário para eleições democráticas no Burundi só pode ser determinado após sucesso na criação de condições para a expressão livre da escolha dos cidadãos do país.

Pablo de Greiff publicou uma declaração, em Genebra, que pede a atenção máxima da comunidade internacional para a situação actual na nação dos Grandes Lagos.

Após visitar o Burundi em dezembro, o perito destacou “falhas gritantes das autoridades no respeito à liberdade de expressão e de reunião pacífica, pré-condições para qualquer sociedade democrática credível”.

As eleições presidenciais previstas para 15 de julho são abordadas no diálogo político no país. As negociações seguem-se a protestos na sequência do anúncio da candidatura do Presidente Pierre Nkurunzinza a um terceiro mandato.

Limitações

O relator destaca o facto de o partido do governo e as suas milícias jovens usarem violência, ameaças, limitações de liberdade de imprensa e discursos de ódio para intimidar deliberadamente pessoas. Para o especialista a outra intenção é obter um certo resultado eleitoral.

Greiff chamou a atenção para “a falta de transparência nos partidos políticos, a instrumentalização ou o desrespeito do poder judicial, a falta de respeito pelos direitos dos cidadãos, bem como o aumento da manipulação da etnicidade “.

O apelo do relator é para que haja ruptura com o que chamou de “tradição de impunidade do Burundi, que como declarou é “mais uma vez manifestada nos problemas em torno das eleições”.

Violações Graves

O especialista quer medidas urgentes para garantir que não sejam repetidas as violações graves. Greiff pediu a criação de oportunidades reais para a descoberta da verdade sobre violações em massa e dos abusos do passado, entre outras medidas.

O perito independente termina a nota instando todas as partes a abster-se da violência e de ameaças, além de garantirem que seja mantida calma nos protestos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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