Primeiro Dia Mundial de Conscientização do Albinismo celebrado neste sábado

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Alto comissário para Direitos Humanos da ONU afirmou que data é oportunidade para celebrar conquistas das pessoas com albinismo; momento também seria de "união à luta contra os desafios que eles sofrem".

Cerca de 75 albinos mortos desde o ano 2000. Foto: Ohchr

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Este sábado, 13 de junho, é o 1º Dia Mundial de Conscientização do Albinismo. Para o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, "a data é uma oportunidade de celebrar os talentos e conquistas das pessoas com albinismo e de união à luta contra os desafios que eles enfrentam".

Em mensagem sobre a data, Zeid Al Hussein afirmou que em todas as sociedades, bebês nascem com albinismo por causa de genes recessivos em ambos os pais. Em todo o mundo, essas crianças têm "grande probabilidade de enfrentar assédio, preconceito e até violência por conta de estereótipos baseados na cor de sua pele".

Atrocidades

O alto comissário afirmou que as pessoas com albinismo frequentemente não têm acesso adequado a cuidados de saúde, apesar da condição poder prejudicar sua visão e aumentar a chance de câncer de pele.

Zeid declarou que a falha em acomodar esta deficiência visual, assim como combater a zombaria e o abuso, pode forçá-los a abandonar a escola. Agravado pela ampla rejeição social, isso poderia resultar em desemprego, isolamento e pobreza ao longo da vida.

Segundo o alto comissário, em algumas partes do mundo, pessoas com albinismo podem também sofrer "atrocidades horríveis e, às vezes, letais".

Ativistas da sociedade civil disseram que centenas de pessoas com albinismo, a maioria crianças, foram atacadas, mortas ou mutiladas em pelo menos 25 países africanos.

O motivo seria a crença de que partes de seus corpos conferem poderes mágicos. Mas muitos casos continuam não documentados por causa do isolamento das vítimas, o segredo que envolve os rituais e a indiferença.

Segundo Zeid, de forma "chocante", tais crimes raramente foram investigados ou processados.

Direitos Humanos

Recentemente, a discriminação e a violência a indivíduos com albinismo têm sido destacadas pelo Conselho da ONU para Direitos Humanos, pelo Escritório do alto comissário e pela Comissão Africana de Direitos Humanos.

Nas próximas semanas, um especialista independente da ONU será nomeado para dar voz às preocupações das pessoas com albinismo e para contribuir com a proteção de seus direitos.

Na Tanzânia e no Malaui, ações estão em curso para desenvolver estratégias nacionais para combater a violência e discriminação que sofrem.

Ao mesmo tempo, Zeid afirmou que ativistas da sociedade civil em todo o mundo continuam seu trabalho "essencial e inspirador" para combater o estigma, a superstição e garantir que as vítimas tenham acesso à justiça, cuidado e reparação".

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