ONU lança apelo humanitário de US$ 497 milhões para o Iraque

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Organização alerta para ameaça de interrupção ou corte do auxílio se o valor não for recebido imediatamente; pessoas sem apoio essencial podem subir de 8 milhões para 10 milhões; evento decorreu esta quinta-feira em Bruxelas.

Cerca de 8 milhões de iraquianos precisam de apoio essencial. Foto: Acnur/G.Ohara

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas e agências humanitárias precisam de US$ 497 milhões para prestar assistência a mais de 5,6 milhões de pessoas no Iraque até ao fim deste ano. O apelo foi lançado, esta quinta-feira, em evento realizado no Parlamento Europeu em Bruxelas.

A secretária-geral assistente para Assistência Humanitária, Kyung Wha-Kang, disse que o Plano de Resposta Humanitária reflete o agravamento da situação durante os últimos nove meses no país.

Deslocados

De acordo com a ONU, o défice de financiamento obrigou a fechar 77 centros de saúde da linha de frente e a reduzir rações alimentares para mais de 1 milhão de pessoas.

Cerca de 3 milhões de iraquianos foram deslocados pela violência entre as forças governamentais e os rebeldes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante Isil.  As vítimas estão dispersas em mais de 3 mil localidades de todo o país.

Emergência

Kang disse que a economia foi perturbada e que a produção agrícola está a baixar. Além disso,  hospitais e centros de saúde foram danificados e destruídos, enquanto centenas de escolas são usadas como abrigos de emergência ou para fins militares.

A representante destacou que mesmo em áreas seguras aumentou o desemprego e o custo de vida, mas baixaram os salários. Mulheres e meninas foram raptadas, sujeitas à violência sexual sistemática e à escravidão. Algumas crianças perderam os pais, foram forçadas a lutar ou a fugir para salvar as suas vidas.

Abandono

Kang citou ainda famílias que vivem em escolas e edifícios abandonados, nas bermas das estradas e em postos de controlo enquanto esperam para atravessar para um território mais seguro. Além de moradia, estas carecem de água limpa,  de cuidados de saúde e de educação.

Em resposta à situação, as Nações Unidas e seus parceiros reduziram drasticamente os seus programas no interior do país ao longo do ano passado. Kang disse que a violência afetou todos os segmentos da sociedade iraquiana apontando exemplos como  Yazidi, cristãos, Shabak, turcomanos, xiitas, sunitas e curdos.

No evento também discursou a coordenadora Humanitária da ONU para o Iraque, que alertou que mais de metade do esforço de auxílio “será interrompido ou cortado se o dinheiro não for recebido imediatamente”.

Apoio Essencial

Ela afirmou que cerca de 8 milhões de pessoas precisam de apoio essencial devido aos  confrontos entre o Isil e as forças do governo. Até ao fim do ano, o número pode aumentar para 10 milhões.

Com o valor, a ONU e os seus parceiros querem fornecer abrigo, alimentação, água e outros serviços essenciais nos próximos seis meses na situação descrita como uma das “mais complexas e voláteis do mundo”.

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