OMS e Banco Mundial alertam que 400 milhões não têm acesso à saúde

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Relatório conjunto das duas instituições mostrou que 6% da população em países de baixa e média rendas entrou na faixa de extrema pobreza por causa de gastos médicos.

Relatório analisa o acesso global aos serviços essenciais de saúde. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Banco Mundial alertam que 400 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a serviços básicos de saúde.

O relatório "Acompanhando a Cobertura Universal de Saúde" lançado esta sexta-feira, mostra ainda que 6% da população de 37 países de baixa e média rendas foi forçada a entrar na faixa de pobreza extrema por causa dos gastos médicos.

Primeiro Estudo

O documento explica que essas pessoas acabaram tendo de pagar as despesas "do próprio bolso" e com isso caíram no patamar dos que ganham até US$ 1,25 por dia, menos de R$ 4 diários.

Esse é o primeiro estudo a medir a cobertura de serviços de saúde e a proteção financeira para avaliar o progresso dos países em direção à cobertura universal.

O relatório analisou o acesso global aos serviços essenciais de saúde, como por exemplo planejamento familiar, pré-natal e cuidados na hora do parto. Outros pontos analisados foram os da vacinação infantil, terapias antirretrovirais, tratamento da tuberculose e acesso à água potável e saneamento.

Mais Pobres

Segundo a OMS e o Banco Mundial, 17% das pessoas dessas nações ficaram mais pobres devido aos gastos de saúde.

As duas organizações recomendam aos países que buscam implementar uma cobertura universal de saúde que tentem atingir, no mínimo, 80% da população.

Além disso, o relatório diz que todas as pessoas em qualquer lugar no mundo devem estar protegidas contra pagamentos de contas médicas consideradas "catastróficas e empobrecedoras".

O diretor sênior de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, Tim Evans, afirmou que o documento "é um alerta, ele mostra que o mundo está muito distante de alcançar uma cobertura de saúde universal".

Segundo Evans, "é necessário expandir o acesso à saúde e proteger os mais pobres dos gastos médicos que causam sérios problemas financeiros".

A diretora-geral assistente da OMS para sistemas de saúde e inovação, Marie-Paule Kieny, disse que as pessoas mais pobres não conseguem acesso aos serviços mais básicos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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