Ocha precisa de quase US$ 19 bilhões para ajudar civis em 37 países

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Novo chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários afirmou que está muito consciente dos "horrores" enfrentados por milhões de pessoas; Stephen O'Brien quer mais ação para resolver crises prolongadas. 

Criança síria. Foto: Ocha/J. Guerrero

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Conselho Econômico e Social da ONU realizou esta quarta-feira, em Genebra, uma sessão sobre ajuda humanitária. O novo subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e chefe do escritório da ONU para a área, Ocha, falou sobre desafios financeiros.

Stephen O'Brien acaba de revisar o apelo humanitário da ONU para 2015. Ele explicou que são necessários US$ 18,8 bilhões para atender as necessidades de quase 79 milhões de pessoas em 37 países. Mas até agora, o Ocha recebeu apenas 26% do dinheiro.

Oriente Médio e África

Apesar do novo cargo, O'Brien falou que está "bastante consciente dos horrores enfrentados por milhões de pessoas no mundo". Ele citou sua visita recente ao Iraque, onde conversou com famílias que compartilharam "histórias de medo, conflitos e perdas".

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários lembrou do Iêmen, onde 80% da população precisa de ajuda. Os civis do Chade, da Síria, do Sudão do Sul e da Ucrânia também foram mencionados no discurso.

Longas Crises

Stephen O'Brien defendeu a reforma do modelo de financiamento humanitário, para que seja garantida mais verba e o uso do dinheiro seja mais eficiente.

Outro destaque foi para as crises prolongadas em alguns países, o que leva um apelo humanitário durar em média sete anos. O Ocha tem fornecido ajuda à população da República Democrática do Congo, da Somália e do Sudão há mais de 10 anos, por exemplo.

O subsecretário-geral defende relações mais próximas com organizações e grupos envolvidos na ajuda humanitária, como ONGs e comunidades da sociedade civil, principalmente em países onde o conflito é prolongado.

Ataques a Civis

A segunda área destacada por Stephen O'Brien foi a proteção dos civis. Ele lembrou que a responsabilidade primária de proteger a população é dos governos e dos lados em conflito.

Mas em muitos casos, forças do governo e da oposição atacam áreas com civis, bombardeiam escolas e hospitais, além de usar o estupro e a violência sexual como armas de guerra.

Para O'Brien, além de uma ofensa moral, essas situações "corroem a credibilidade e a autoridade das Nações Unidas". O subsecretário-geral disse que o número crescente de pessoas que são atacadas necessita da liderança global.

Uma medida necessária, segundo ele, é garantir o cumprimento da lei internacional e responsabilizar os autores de crimes contra civis.

 

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