No fim de semana, operação da UE salva 5 mil migrantes no mar Mediterrâneo

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Itália registou cerca de 20 mil novas chegadas em embarcações em maio; OIM aponta África Subsaariana e Síria como principais pontos de origem das pessoas socorridas.

Francesco Malavolta/OIM.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 5 mil migrantes foram resgatados no fim de semana no Canal da Sicília como parte do alargamento da operação de busca e salvamento da União Europeia, UE, no mar Mediterrâneo.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que após terem sido encontrados na área, que separa o norte de África e o sul da Itália, os passageiros foram levados para o país europeu em navios da sua guarda costeira e marinha. Outras embarcações também participaram nas ações, incluindo o navio de transporte anfíbio britânico HMS Bulwark.

África Subsaariana

De acordo com a OIM, os principais pontos de origem das pessoas que foram socorridas são da África Subsaariana incluindo o Sudão, o Mali, a Nigéria e a Gâmbia, a Eritreia e a Somália. Muitos deles também são originários da Síria.

Os migrantes foram levados para oito portos italianos. Eles fizeram subir para mais de 45 mil, o número de chegadas por mar à Itália em 2015. Trata-se de um ligeiro aumento em relação aos 41,2 mil do mesmo período do ano passado.

Nas operações de salvamento,  a maior envolveu  454 migrantes e 17 corpos que chegaram à ilha Augusta no domingo no navio italiano Fenice.

Mistura Tóxica

Entre 25 e 28 pessoas podem ter morrido na viagem, de acordo com  sobreviventes de várias operações de busca. O destaque vai para um acidente num barco de borracha que deixava entrar água, que ao juntar-se ao combustível criou uma mistura tóxica que provocou queimaduras na pele dos viajantes.

Vários deles perderam a vida com os ferimentos e outros morreram afogados depois de se lançarem ao mar para salvar-se. No grupo estava uma menina grávida marfinense.

Migrantes

Os testemunhos recolhidos pela OIM também dão conta do agravamento da situação na Líbia, que é considerada cada vez mais “perigosa e difícil” para os migrantes.

Um dos exemplos é de sírios que chegaram ao país depois de uma viagem área para o Sudão. Do país africano, atravessaram a fronteira com a Líbia por estrada, onde foram capturados e presos por milícias locais durante 22 dias.

A OIM disse que tanto as chegadas como as mais recentes vítimas mortais mostram como as situações em partes de África e do Médio Oriente provocam uma mobilidade contínua, principalmente para a Europa.

Chegadas ao Mediterrâneo

O diretor do Escritório da agência para o Mediterrâneo declarou que maio registou cerca de 20 mil chegadas à Itália. Federico Soda afirmou que outros países do sul do Mediterrâneo acolheram mais de 85 mil pessoas no mesmo mês.

O representante saudou a decisão da UE de reforçar a operação Triton, que foi  estendida para 138 milhas ao sul da Sicília. Para ele, a medida fará com que a missão se aproxime da antiga Mare Nostrum levada a cabo pela Itália.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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