No Dia Mundial do Refugiado, Nações Unidas pedem respeito à tolerância

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Secretário-geral lembra das quase 60 milhões de pessoas consideradas refugiadas ou deslocadas internas; Ban Ki-moon ressalta que o maior sonho desses civis é voltar a ter uma vida normal.

Refugiados e migrantes resgatados no Mediterrâneo. Foto: Acnur/ F. Malavolta

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU marca este sábado, 20 de junho, o Dia Mundial do Refugiado, lembrando das quase 60 milhões de pessoas consideradas refugiadas, deslocadas internas ou solicitantes de refúgio. Deste total, 86% vivem em países em desenvolvimento.

O secretário-geral das Nações Unidas divulgou um comunicado sobre a data, pedindo que o mundo pense "em milhões de pessoas que fugiram de suas casas, escapando de conflitos ou de perseguições".

Igualdade

Para Ban Ki-moon, o Dia Mundial do Refugiado é uma oportunidade para "celebrar a tolerância e a diversidade, e abrir os corações para os refugiados do mundo".

A mensagem é compartilhada pelo porta-voz da Agência da ONU para Refugiados no Brasil, Luiz Fernando Godinho.

"Os refugiados são pessoas como você e eu. São pessoas que foram forçadas a deixar uma vida que elas levavam, com seus sonhos, com seus trabalhos, e estão buscando desesperadamente reconstruir a sua vida em outro país. Elas foram forçadas a deixar seus países de origem e precisam de uma oportunidade e da compreensão da sociedade para poder reconstruir as suas vidas. É uma realidade muito triste que nós temos que enfrentar."

Fuga

Do Rio de Janeiro, Godinho destacou que quase 8 mil pessoas vivem refugiadas no Brasil, sendo 23% da Síria. O país tem atualmente o maior número de deslocados internos, com 7,6 milhões de pessoas, e também é o que gera o maior número de refugiados: são 3,8 milhões de sírios vivendo em outros países.

No Dia Mundial do Refugiado, o secretário-geral da ONU também lembra das pessoas que escapam da violência muitas vezes em jornadas perigosas, como demonstrado no aumento das tentativas de fuga em barcos no Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.

Para Ban Ki-moon, é essencial que governos e sociedades se comprometam a fornecer refúgio e segurança às pessoas que perderam tudo devido a confrontos violentos ou perseguições.

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