Nações Unidas liberam US$ 25 milhões para operações no Iêmen

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Subsecretário-geral para Assuntos Humanitários lamenta "preço terrível" que está sendo pago pelos civis; 80% da população do país precisa de ajuda; faltam medicamentos, comida e combustível.

Crianças e animais em campo de refugiados no Iêmen. Foto: Acnur/H.Macleod

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários liberou esta quinta-feira US$ 25 milhões para ajudar "milhões de pessoas afetadas pela forte crise humanitária no Iêmen".

O dinheiro vem do Fundo Central da ONU de Resposta de Emergência, Cerf. Stephen O'Brien declarou que "civis inocentes estão pagando um preço terrível" no Iêmen.

Sem Combustível

Ele citou os ataques aéreos e os combates diários, a falta de medicamentos, de comida e de combustível, e o colapso nos serviços básicos. O dinheiro liberado será utilizado em projetos que tentam aliviar essas condições.

Entre as prioridades estão fornecer combustível, medicamentos, suprimentos de emergência, água potável, saneamento e nutrição às pessoas mais necessitadas.

Segundo O'Brien, os centros de saúde do país já confirmaram 2,8 mil mortes desde março e 13 mil civis feridos. O subsecretário-geral disse que os grupos em conflito têm demonstrado total desprezo pela vida humana, porque atacam escolas, hospitais, estações de fornecimento de energia e instalações de água.

Fuga

Com isso, 1 milhão de pessoas abandonaram suas casas, mas o total de civis que precisa de ajuda é muito maior: 21 milhões, o que representa 80% da população iemenita.

Uma mulher declarou às equipes humanitárias da ONU que está tentando manter sua família viva "em condições da idade da pedra". Stephen O'Brien explicou que apesar dos enormes desafios, agências das Nações Unidas e ONGs conseguiram ajudar 4,4 milhões de iemenitas nos últimos meses.

Importações

Assistência alimentar de emergência foi entregue a 1,9 milhão de pessoas; combustível foi entregue em 11 províncias para ajudar a bombear água e 700 mil pessoas foram beneficiadas com caminhões-pipa.

Mas o subsecretário-geral lembrou que esses números representam apenas uma fração das pessoas necessitadas. Os comboios humanitários são parados com frequência em rodovias ou pontos de checagem ou sequer conseguem seguir adiante devido à violência.

Stephen O'Brien reforçou seu apelo para o retorno completo das importações comerciais, que estão a 15% dos níveis de antes da crise. O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários destacou que o indíce é "claramente insuficiente", porque o Iêmen importava 90% dos seus bens de consumo antes do conflito.

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