"Migração é sintoma de violações de direitos humanos", afirma Zeid

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Alto comissário da ONU abriu sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, onde falou sobre crises em países como República Centro-Africana, Iêmen e Iraque; Zeid Al Hussein cita jovem sírio que comparou a situação no país a um "filme de terror".

Alto comissário para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein. Foto: ONU/Violaine Martin

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Foi aberta esta segunda-feira a 29ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, na capital da Suíça, Genebra. O alto comissário da ONU para a área declarou que "turburlência política, repressão, violência e guerra" estão levando milhões de pessoas a arriscar suas vidas na busca por segurança.

Segundo Zeid Al Hussein, a "migração é o sintoma; a causa do desespero, após repetidas violações dos direitos humanos que arrancaram de um indivíduo toda a esperança por justiça e dignidade".

Refúgio

Ele ressaltou que a liderança internacional é vital para reverter as crises de migrantes que seguem rumo à Europa, ao sudeste da Ásia e à Austrália.

Zeid falou também sobre o conflito na Síria, que criou o maior movimento de pessoas desde a Segunda Guerra Mundial: 7 milhões se tornaram deslocadas internas e 4 milhões estão refugiadas.

O alto comissário declarou que o país inteiro virou uma "zona de guerra", sendo que três entre quatro sírios estão vivendo na pobreza. Zeid Al Hussein citou as palavras de um garoto sírio de 15 anos que vive em Alepo: para o jovem, os civis do país vivem um "filme de terror".

Iêmen e Iraque

No Conselho de Direitos Humanos, o alto representante falou também sobre o Iêmen, afirmando estar "gravemente preocupado com o alto número de civis mortos" pelo conflito. Zeid recebeu informações sobre ataques indiscriminados em áreas povoadas.

A piora da situação dos direitos humanos no Iraque também preocupa Zeid Al Hussein. Ele lamentou os abusos que continuam sendo cometidos pelo Isil, em especial contra mulheres, crianças e minorias.

Avanços

Sobre a África, o representante mencionou os ataques das milícias nigerianas Boko Haram e as crises na República Centro-Africana, no Burundi e na Eritreia.

Citando os 70 anos de fundação das Nações Unidas, o alto comissário pediu uma reflexão sobre avanços na proteção e na promoção dos direitos humanos. Para Zeid Al Hussein, tratados internacionais e leis sobre direitos das crianças, das mulheres, sobre direito à alimentação e à saúde são sem dúvida sinais de um mundo melhor.

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