Guiné-Bissau quer reverter preservação ambiental “pouco animadora”

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Chefe da Direção Geral do Ambiente deplora abuso de recursos florestais; Pnud apoia projeto para reforçar resiliência e capacidade de adaptação; debates marcam Dia Mundial do Meio Ambiente.

Corte desenfreado de madeira foi apontado como um atentado ao meio ambiente. Foto: ONU/Eskinder Debebe (arquivo)

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

Palestras em duas universidades e num liceu de Bissau marcam as comemorações deste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

A iniciativa é da Direção Geral do Ambiente da Guiné-Bissau, que também apoia um debate na televisão que discute a água e o desenvolvimento durável.

Abate de Árvores

Numa entrevista à Rádio ONU, na capital guineense, o diretor-geral do Ambiente disse que a situação no país é “pouco animadora”. Seco Camará citou a exploração abusiva dos recursos florestais.

O corte desenfreado de madeira verificado nos últimos dois anos foi por ele apontado como um “autêntico atentado ao meio ambiente”. Camará revelou as medidas para proteção e preservação ambiental.

"Primeiro o facto de ter suspendido a abate de árvores e ter estabelecido uma moratória de 5 anos para a exploração dos recursos florestais. Isto permite estancar a "hemorragia" dos nossos recursos florestais e vai adicionar outras medidas, tal como a replantação das árvores".

Entre os desafios ambientais a serem superados pelo país estão a poluição nas zonas urbanas, a escassez de água, a recolha do lixo e a urbanização.

Resíduos Sólidos

O diretor-geral do Ambiente louvou a iniciativa do lançamento pelas autoridades camarárias de Bissau, no início desta semana, do projeto de gestão dos resíduos sólidos. Ele acredita que em breve a decisão do governo em banir o uso de sacos plásticos no país terá sustentabilidade com a importação de sacos biodegradáveis.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud executa o projeto de reforço de resiliência e capacidade de adaptação nos setores hídrico e agrário face aos efeitos das mudanças climáticas, revelou Seco Camará. A iniciativa ocorre em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau.

Perícia

"Uma boa notícia que tivemos ontem é que o Pnud vai agenciar outra vez um outro projeto de reforço de capacidades. Já tinha participado na preparação desse projeto e agora parece-me que vamos implementar o projeto. Outra coisa, Pnud não só faz agenciamento, como também, se for necessário, se solicitarmos por expertise à nossa disposição".

O responsável disse que conservar o ambiente é um ato de cultura, ao chamar a atenção para a necessidade da sua preservação para fazer face aos efeitos das mudanças climáticas. As altas temperaturas que se fazem sentir no país são resultados desses efeitos, explicou o governante.

Seco Camará declarou que a preservação ambiental é responsabilidade de todos e defende a obrigatoriedade de se transmitir os recursos herdados dos antepassados às gerações vindouras.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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