Guiné-Bissau: comunidades rurais podem lidar melhor com eventual surto de ébola

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Chefe interino da Missão da ONU para a Resposta de Emergência ao surto fez comparação com realidade na capital guineense; Peter Graaff  terminou visita ao país após registo de novos casos na Guiné Conacri.

Peter Graaff em visita à Guiné-Bissau. Foto: Unmeer

Amatijane Candé, da Rádio ONU em Bissau.

O chefe da Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência ao Ébola, Unmeer, concluiu esta quinta-feira uma visita de dois dias a Guiné-Bissau.

Peter Graaff deslocou-se ao posto fronteiriço de Cuntabane com a Guiné Conacri, onde novos casos do vírus foram assinalados em Boké. O município situado junto à fronteira com a Guiné-Bissau.

Prevenção do Ébola

A visita oficial do também representante especial interino do secretário-geral da ONU visa inteirar-se dos atuais esforços de preparação e prevenção do ébola. O outro objetivo é traçar modalidades com o governo para que o país possa atrair mais apoios da Nações Unidas.

Falando a jornalistas no fim da visita, Peter Graaff falou da experiência vivida no sul da Guiné-Bissau. Graaff realçou o nível de preparação das comunidades rurais da zona visitada em relação aos riscos do ébola e disse estarem melhor preparados para lidar com o vírus do que os citadinos da capital.

Resposta

De acordo com o chefe da missão, estão reunidas as condições necessárias para uma resposta imediata, mas para ele o mais importante é o facto de as comunidades estarem cientes dos riscos. Para Graaff, o encerramento das fronteiras só tendia a piorar a situação, pois os viajantes sempre iriam arranjar alternativas.

O dirigente chegou ao país na quarta-feira e manteve um encontro de trabalho com o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira. Os dois interlocutores abordaram questões ligadas com as medidas de preparação face aos riscos que pairam sobre o país.

Índice

Os contactos do representante incluíram também com a ministra guineense da Saúde, Valentina Mendes e o Centro de Isolamento e Tratamento do Ébola em Simão Mendes, maior centro hospitalar do país. Apesar da proximidade com as zonas afetadas pelo surto, nenhum caso da doença foi ainda registado na Guiné-Bissau.

A Organização Mundial de Saúde aponta 27,443 casos do ébola confirmados na Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria.

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