FAO diz que 11 milhões deixaram de passar fome na África Ocidental

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Relatório revela que no continente 239 milhões de pessoas não têm o que comer; Angola e São Tomé e Príncipe entre as sete nações destacadas por terem baixado à metade número de pessoas subalimentadas desde 1990.

Foto: ONU/Albert González Farran

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lançou esta terça-feira o Panorama Regional da Insegurança Alimentar em África 2015 na capital senegalesa Dacar.

O documento inclui Angola e São Tomé e Príncipe no grupo dos sete países que atingiram as metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, ODMs, e da Cimeira Mundial da Alimentação.

Progressos

Os dois países lusófonos são citados no relatório por terem baixado pela metade a percentagem das pessoas subnutridas e o número absoluto de pessoas que passam fome tal como o Djibuti, os Camarões, o Gabão, o Gana e o Mali.

A primeira edição da publicação destaca “progressos notáveis” da África Ocidental, que incluem a redução de quase 11 milhões de pessoas que passam fome desde 1990.

Avaliação

Falando à Rádio ONU, de Lisboa, o representante da FAO junto à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp, Hélder Muteia comentou a avaliação.

“A África está a conseguir reduzir a incidência da fome em diferentes velocidades. Há regiões que estão a avançar de forma mais acelerada como por exemplo, a África Ocidental que conseguiu reduzir em cerca de 60% a incidência da fome. É um dado significativo no contexto da África Subsaariana que é uma região crítica como um todo conseguiu avanços significativos. Isso não retira o mérito das outras regiões. Também alcançaram níveis assinaláveis acima de 20% a 30% em algumas regiões.”

Secas

Em 25 anos, a África Ocidental baixou a prevalência de desnutrição de 24,2% para os atuais 9,6%. Esse desempenho ocorreu mesmo com o “rápido crescimento populacional e com as secas recorrentes nos países do Sahel”.

A FAO realça também o que chama de grande transformação estrutural com as mudanças demográficas, económicas e políticas que estão em curso no continente.

África Subsaariana

A prevalência de fome em África reduziu durante o período analisado, mas subiu ligeiramente nos últimos três anos de 22,6% para 22,9%.

Na África Subsaariana, os progressos modestos alcançados até 2007 foram revertidos, com a fome a registar um aumento anual de cerca de 2% desde então.

Mais 20 milhões de africanos integraram o número de famintos nos últimos quatro anos no continente, com cerca de 239 milhões de pessoas que enfrentam a situação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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