Entrevista: José Ramos Horta

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José Ramos Horta nos estúdios da Rádio ONU em Nova Iorque. Foto: Rádio ONU

Em nova entrevista à Rádio ONU, esta quarta-feira, o presidente do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz, José Ramos Horta, afirmou a imunidade concedida a todo funcionário das Nações Unidas não se aplica se ele estiver envolvido em algum tipo de crime.

Ramos Horta disse que o "privilégio de imunidade não se aplica a situações extra-curricular, isto é, o funcionário da ONU goza de imunidade no exercício das suas funções enquanto agente das Nações Unidas".

O Prêmio Nobel da Paz explicou que se o funcionário for acusado de alegadamente praticar um ato que é fora das responsabilidades profissionais, como por exemplo, violação sexual, ele não tem imunidade.

Já no caso das forças de paz, Ramos Horta disse que elas têm imunidade.  Mas o presidente do Painel disse que a ONU espera e exige que os países de origem desses soldados que cometeram algum crime realizem um processo judicial com total transparência para julgar esses militares.

Ramos Horta falou também sobre os esforços para prevenção de conflitos. Ele pediu mais investimentos para o setor e a criação de um escritório da ONU para acompanhar a situação no norte da África e no Oeste da Ásia.

Escute a entrevista com Edgard Júnior.

Duração: 9'02"

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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