Emprego volta para os níveis anteriores ao ébola na Serra Leoa

Ouvir /

Em Freetown 9% das pessoas que não iam ao trabalho voltaram aos seus postos; Banco Mundial quer apoiar combate ao surto ao mesmo tempo que garante retorno do ritmo económico.

País trabalha de forma incansável para chegar a zero casos. Foto: Pnud Serra Leoa/A. K. Bah

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O nível de pessoas que vai trabalhar na Serra Leoa voltou a ser o mesmo que o que era registado antes da crise do ébola.

O Banco Mundial realça, entretanto, que os ganhos e as horas de trabalho ainda estão aquém do período entre julho e agosto de 2014.

Pico do Surto

Um estudo realizado com base em entrevistas pelo telemóvel,  em maio, revela que a capital Freetown teve uma queda de 9% das pessoas que deixaram de ir trabalhar, em relação ao auge do surto em novembro do ano passado. Nessa altura, 82% das pessoas ficavam em casa.

Em outros centros urbanos, observaram-se níveis maiores recuperação, revela uma nota do Banco Mundial.

A pesquisa com o governo analisou o impacto do surto sobre os meios de subsistência das pessoas. Cerca de 1.715 famílias foram contactadas, no que representa 41% dos envolvidos no inquérito nacional sobre forças de trabalho, que decorreu entre julho e agosto de 2014.

Isolamento

O chefe do Banco Mundial na Serra Leoa disse que o país trabalha de forma incansável para chegar a zero os casos. Ato Brown realçou que além da erradicação, o objetivo do apoio é a retoma económica e para atenuar impactos da crise sobre o bem-estar social e económico das pessoas.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, revelou que o surto provocou 3,9 mil mortes dos 12,9 mil casos registados desde o seu início na Serra Leoa. Nas últimas semanas, o país registou até 15 novos casos semanais após um isolamento nacional e uma campanha de informação realizados em fim de março.

As conclusões da pesquisa revelam que nos trabalhadores independentes, incluindo os jovens de Freetown, também houve melhorias.

Serviços Sociais

Por outro lado, a agricultura demonstra sinais positivos com o arranque da nova temporada de plantio. O uso de serviços sociais básicos continua a aumentar, com destaque para a utilização dos serviços de cuidados de saúde materna

O estudo destaca também que a maioria das crianças com idades entre os seis e os 17 anos voltou para a escola.

*Apresentação: Denise Costa.

Leia Mais:

OMS: 25 casos confirmados de ebola na Guiné e Serra Leoa

Ebola: investimentos podem ser perdidos se “trabalho não for concluído”

 

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031