Coreia do Norte pode ter mais de 880 pessoas que foram raptadas no Japão

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Impacto da situação norte-coreana noutros países foi citado pelo chefe de Direitos da ONU na vizinha Coreia do Sul; Zeid diz haver um esforço de envolvimento de Pyongyang em certos temas levantados na arena internacional.

Necessidade de garantir condições mínimas. Foto: Ocha//David Ohana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos afirmou esta quinta-feira que “acredita-se que pelo menos 881 pessoas raptadas” no Japão estejam na Coreia do Norte.

Zeid Al Hussein falava no fim da visita a Seul, na Coreia do Sul, onde disse que questões que tiveram origem no território norte-coreano afetam diretamente a Coreia do Sul e a países mais distantes.

Prestação de Contas

Na capital sul-coreana, o representante abriu um escritório sobre direitos humanos na Coreia do Norte que vai começar a “operar completamente em cerca de um mês”. Ele disse que o envolvimento e a prestação de contas pelo país são essenciais para que este “recupere e comece a prosperar”.

Zeid disse haver sinais de um esforço feito pelo governo norte-coreano para “pelo menos envolver-se com alguns temas levantados na arena internacional”. Como exemplo, citou a Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos onde o historial dos países é examinado por outros Estados.

Resultados

Zeid disse esperar que essa “reação continue a amadurecer até chegar ao ponto de produzir resultados concretos”.

Ele afirmou que o escritório não deve apenas monitorizar, reportar e criticar mas envolver-se com a sociedade civil, com refugiados, com desertores e com governos regionais. O alto comissário declarou que os canais vão continuar abertos para a própria Coreia do Norte.

No seu discurso, ele considerou a abertura do escritório um avanço que teria sido impensável há poucos anos.

Práticas Desastrosas

Zeid disse que os norte-coreanos enfrentam consequências do que aparenta ser a pior seca de que há memória, que é “agravada por décadas de práticas agrícolas desastrosas e má gestão económica crónica”.

Ele pediu o envolvimento de Pyongyang com os países vizinhos e agências humanitárias para evitar o risco extremamente elevado de fome. Como destacou, o direito à alimentação, à saúde assim como outros direitos sociais e económicos são tão importantes como os direitos civis e políticos.

Malnutrição Crónica

O representante considerou “chocante” que cerca de 70% da população da Coreia do Norte esteja a enfrentar insegurança alimentar, e mais de um quarto das crianças sofra de malnutrição crónica.

Zeid destacou a “questão por resolver” das centenas de milhares de famílias separadas nas duas Coreias. Dos 130 mil candidatos à reunião desde o ano 2000, menos de 2 mil foram autorizados a um contacto breve face a face.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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