Complexos da ONU no Sudão do Sul abrigam mais de 138 mil pessoas

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Famílias continuam a chegar em busca de proteção, abrigo e serviços; OIM precisa de US$ 122 milhões para resposta humanitária até o fim do ano; plano realça aumento sem precedentes de pessoas deslocadas e vulneráveis.

Civis fogem da violência no Sudão do Sul. Foto: Unmiss/Nyang Touch Pal

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Mais de 138,8 mil pessoas estão abrigadas em bases das Nações Unidas no Sudão do Sul, segundo dados lançados esta sexta-feira pela Organização Internacional para Migrações, OIM.

A informação consta do Apelo Semestral Consolidado de 2015, que destaca a necessidade de US$ 122 milhões para um plano de resposta humanitária a ser executado por várias agências. O documento foi lançado no país africano.

Conflito

O chefe da missão da OIM no Sudão do Sul, David Derthick, disse que a aplicação do valor deve ser feita durante o resto do ano. O país é marcado por combates entre o governo e forças da oposição há cerca de 19 meses.

Mas de 2,1 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas e outros 4,6 milhões enfrentam insegurança alimentar grave.

Vulneráveis

A OIM defende que deve ser mantido o ritmo de apoio às populações, perante as necessidades e a expansão sem precedentes de deslocados e de pessoas vulneráveis.

Com o reacender do conflito armado, em maio e junho deste ano, foram registadas milhares de mortes aliadas a mais deslocamentos e à destruição de meios de subsistência como campos agrícolas, escolas e postos de saúde.

Emergência

O agravamento da crise aumentou a insegurança e reduziu o acesso humanitário às comunidades vulneráveis. No país, continua a oferta de abrigos de emergência, serviços de saúde, acompanhamento de deslocados, água e saneamento além de obras nos locais que acolhem deslocados.

A grande preocupação é com o fluxo de pessoas no estados do Alto Nilo e de Unidade. As famílias continuam a chegar aos acampamentos da ONU em busca de proteção, abrigo e serviços.

Um dos exemplos de aumento da procura é o posto médico em Bentiu, que realiza mais de 2 mil consultas médicas semanais. Trata-se de mais do dobro da quantidade registada em abril, que é atribuído às novas chegadas e aos serviços e cuidados materno-infantis.

*Apresentação: Denise Costa.

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