Comissão de Inquérito da ONU sobre Gaza cita possíveis crimes de guerra

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Relatório do grupo diz que informações colhidas pelos especialistas indicam que grupos armados israelenses e palestinos podem ter cometido esses crimes; mais de 1,4 mil civis palestinos foram mortos no conflito do ano passado e também seis civis israelenses.

Mary McGowan Davis. Foto: ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O relatório da Comissão de Inquérito da ONU sobre Gaza, lançado esta segunda-feira, afirmou que possíveis crimes de guerra podem ter sido cometidos na região durante o conflito de 51 dias entre israelenses e palestinos, no ano passado.

Segundo o documento, os especialistas colheram informações significativas que indicam a ocorrência desses crimes por grupos armados dos dois lados.

Sofrimento

A presidente da Comissão, Mary McGowan Davis, afirmou que "a extensão da devastação e do sofrimento em Gaza foi sem precedentes e vai ter um impacto nas próximas gerações".

Ela disse também que "há um medo constante em Israel entre as comunidades mais ameaçadas de ataques".

A juíza McGowan Davis disse que "a esperança é a de que os governos se unam para mudar as políticas sobre o uso de explosivos em regiões urbanas de grande população, como em Gaza".

O relatório informou que o conflito na Faixa de Gaza causou a morte de 1.462 civis palestinos, mais de 30% eram crianças e seis civis israelenses. Além disso, afirmou que o poder de fogo utilizado aumentou muito.

Ataques

Os especialistas disseram que Israel realizou mais de 6 mil ataques aéreos e disparou, aproximadamente, 50 mil tiros de canhão e de artilharia. Do lado palestino, os grupos armados lançaram 4,8 mil foguetes e 1,7 mil morteiros contra o território israelense com a intenção de espalhar o terror.

A Comissão afirmou que centenas de civis palestinos foram mortos em suas próprias casas, especialmente mulheres e crianças. O grupo demonstrou preocupação com o uso extensivo de armas de Israel com alto poder de destruição.

O relatório cita que apesar de não ser ilegal, a utilização desse armamento em áreas densamente povoadas aumenta a probabilidade de morte de combatentes e de civis de forma indiscriminada.

Esperança

Os investigadores mencionaram no relatório que as forças de defesa israelenses tinham um padrão nos alertas para que as pessoas deixassem a região antes de iniciar as operações.

Segundo os especialistas, todos os que ficassem na área depois do aviso eram, automaticamente, considerados combatentes.

A Comissão vai apresentar formalmente o relatório ao Conselho de Direitos Humanos no dia 29 deste mês, em Genebra.

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