Chefe da ONU pede ao Burundi que pondere adiamento das eleições

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Legislativas estão marcadas para segunda-feira e presidenciais para 15 de julho; secretário-geral apoia proposta inicialmente avançada pela equipa que está a mediar o diálogo no país; nações vizinhas acolhem mais de 127 mil burundeses.

Foto: ONU/Blagoje Grujic

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral apelou às autoridades do Burundi que considerem seriamente a proposta de adiamento das eleições, para que seja criado ambiente propício para que estas sejam inclusivas, pacíficas e transparentes.

Ban Ki-moon  revelou profunda preocupação com o ambiente político e de segurança no país africano. As legislativas estão previstas para segunda-feira, enquanto as presidenciais estão marcadas para meados de julho.

Campanhas

O chefe da ONU lembra que a sugestão para protelar o pleito foi avançada pela Equipa Conjunta de Facilitação Internacional, que envolve várias entidades regionais e as Nações Unidas.

Em declarações à Rádio ONU, de Bujumbura, o porta-voz da Missão de Observação Eleitoral das Nações Unidas no Burundi, Vladimir Monteiro, falou do fim de uma das campanhas eleitorais e da reação ao pedido.

Proposta 

“A União Africana tinha pedido um adiamento de pelo menos 45 dias e tal não aconteceu. Por essa razão, a oposição não quer participar além de outras razões relacionadas com a segurança. Portanto, a este apelo do secretário-geral o ministro do interior que tinha participado na segunda sessão desses encontro e o governo também recebeu e não reagiu a essa proposta. Entretanto, a campanha eleitoral para as legislativas terminou para as presidenciais do dia 15 de julho continua.”

Ao sublinhar que continua a seguir de perto os desenvolvimentos no Burundi, Ban elogiou os esforços do grupo de mediadores. Além das Nações Unidas, a equipa envolve a Comunidade da África Oriental, a União Africana e a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos.

Caminho

O objetivo é ajudar as partes chegar a um consenso sobre o caminho a seguir para assegurar pacífica e credíveis eleições no Burundi.

A nota de Ban termina com um apelo a todos os líderes políticos burundeses  para que resolvam a actual crise política através do diálogo “no maior interesse do povo do Burundi” para que seja consolidada a paz e a segurança e reforçada a reconciliação nacional. 

Países Vizinhos

Esta semana, agências de notícias anunciaram a fuga do vice-presidente burundês do país, após ter revelado receios de concorrer para as presidenciais.

Em abril, o anúncio da candidatura do atual presidente, Pierre Nkurunzinza, a um terceiro mandato provocou protestos que levaram cerca de 127 mil burundeses a fugir para os Estados da região.

Os escritórios do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, nos países vizinhos registam um aumento constante da chegada de burundeses. Os relatos dos recém-chegados dizem fugir da instabilidade política e da violência pré-eleitoral que inclui ataques com granadas e prisões arbitrárias. 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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