Associação angolana reprova “troca de consciência pela deficiência”

Ouvir /

Na ONU, agremiação de pessoas que vivem na situação pede mais ações para o bem-estar social dos 150 mil deficientes do país; Nações Unidas pedem  medidas urgentes para reduzir  exclusão, desigualdade e discriminação.

ONU pede mais apoio contra discriminações múltiplas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Associação Nacional dos Deficientes de Angola, Anda, participa na 8ª. Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que decorre até esta quinta-feira nas Nações Unidas.

Em conversa com a Rádio ONU, em Nova Iorque, o presidente do grupo, Silva Lopes Etiambulo, disse que as pessoas com deficiência devem impor-se pelo seu saber. Angola tem 150 mil pessoas a viver na situação.

Bem-estar

“Ainda temos muita gente com deficiência desempregada. Muitos não têm habitação. Nós pretendemos continuar a apelar às autoridades governamentais, bem como à sociedade angolana, que continuem a criar condições ns sociedade para que possamos ter o bem-estar social para todos.”

O representante disse haver muita expectativa com a aprovação de uma lei sobre a acessibilidade no país. Mas afirmou que as próprias pessoas com deficiência têm um papel importante para melhorar o contributo em Angola.

“Muitas pessoas com deficiência já são formadas e temos outras que são doutores. Temos a certeza de que as próprias pessoas com deficiência devem apresentar o que têm o que significa não trocar a consciência pela deficiência. Isso significa que devem continuar a desafiar e a apresentar o que sabem para que a sociedade entenda e os respeite como úteis.”

Benefício

Na abertura do evento, o vice-secretário-geral da ONU disse que a nova visão para o desenvolvimento sustentável deve oferecer um quadro ousado de ação em benefício de todos.

Para Jan Eliasson, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência deve guiar os processos regionais e nacionais globais no futuro.

Para o responsável, é trágico que as pessoas com deficiência estejam entre as mais excluídas e isoladas em praticamente todas as regiões do mundo.

Vulnerabilidade

O apelo é que sejam tomadas medidas urgentes para reduzir a exclusão, a desigualdade e a discriminação. Para a ONU, a prioridade deve ser abordar a vulnerabilidade das pessoas com deficiência.

Entre os que precisam de mais apoio por enfrentar discriminações múltiplas, Eliasson citou as mulheres e meninas, jovens carentes e pessoas idosas.

Leia Mais:

Começou Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031