Angola alerta para “perspetivas sombrias” em relação ao emprego global

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País lidera o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho; conferência internacional debate temas sobre o setor durante as próximas duas semanas em Genebra.

Bandeira de Angola.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola alertou para as “perspetivas sombrias” em termos de emprego global, na 104ª sessão da Conferência Internacional sobre o Trabalho. O evento decorre desde esta segunda-feira em Genebra.

O país preside o Conselho de Administração do Bureau da Organização Internacional do Trabalho, OIT. Estima-se que 74 milhões de jovens estão sem emprego.

Transformações

O embaixador angolano junto das Nações Unidas falou à Rádio ONU, da cidade suíça, após apresentar o relatório anual do grupo que dirige. Apolinário Jorge Correia disse que os países já não devem esperar para fazer transformações.

“A situação hoje aflige todo o mundo. São números assustadores do desemprego do mundo, do trabalho juvenil, do trabalho decente e outros fatores nomeadamente causados pelas mudanças climáticas. Isso tudo atinge o mundo do trabalho. As expectativas não são boas, são realmente sombrias. Nesta conferência, vamos ter a oportunidade de falar ainda mais e abordar toda a problemática que o mundo do trabalho enfrenta, além dos desafios que se colocam a todos os países.”

Participação

No evento, o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, afirmou que a meta é alcançar a justiça social nos próximos 100 anos.

Para o diplomata angolano, essa visão envolve uma maior participação dos países.

“O gratificante é que se ganha cada vez mais consciência, tanto interna como externa. Os países agora não devem esperar apenas por iniciativas coletivas ou multilaterais. Devem eles próprios começar a tomar iniciativas. Por exemplo, o nosso caso, em Angola, o diretor-geral (da OIT) visitou o país no mês passado. Ele viu as iniciativas que nós estamos a tomar para a criação de centros de formação profissional para jovens e para eles se libertarem e criem empregos. Dar oportunidade de transformação da economia informal para a economia formal.”

Cplp

O representante angolano disse que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, deverá ter um encontro à margem da reunião para debater iniciativas com impacto no bloco.

Para as duas semanas do encontro, Guy Ryder pediu muita reflexão sobre progressos no mundo do trabalho.

No dia 13 de junho será realizada a Cimeira Mundo do Trabalho, com a participação dos presidentes da França, do Panamá e do Gana.

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