Unicef envia auxílio para conter casos de cólera em burundeses na Tanzânia

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Surto já matou 27 pessoas; agência da ONU quer centro de tratamento para evitar aumento de mortes em Kagunga; crianças formam metade dos 110 mil pessoas que fugiram do Burundi para os países vizinhos.

Refugiados burundeses na Tanzânia. Foto: Acnur/T.W.Monboe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, anunciou esta quinta-feira a chegada de suprimentos para tratar a cólera numa área tanzaniana onde estão cerca de 50 mil burundeses.

A agência enviou água e artigos de saneamento, de saúde e de nutrição para a aldeia fronteiriça de Kagunga, nas margens do lago Tanganica. O auxílio foi transportado através dos dois países.

Mortes

A ideia do Fundo é expandir a resposta ao surto, que já matou 27 pessoas. Daí o trabalho com parceiros dos dois lados da fronteira.

Falando à Rádio ONU da área tanzaniana de  Kigoma, a responsável de comunicação do Unicef na Tanzânia, Sandra Bisin, disse que a situação ainda é preocupante.

Ela descreveu a situação como grave, observando que esta poderia sair do controlo. Bisin acrescentou que as necessidades mais urgentes foram atingidas e que estão a ser abordados os desafios do surto.

Crianças

A Tanzânia acolhe a maioria dos cerca de 110 mil burundeses, que também fugiram para os vizinhos Ruanda e República Democrática do Congo devido à instabilidade no seu país. As crianças compõem cerca de metade do grupo e as mulheres também estão em grande número.

A diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, disse que os menores são particularmente vulneráveis à cólera. Leila Pakkala-Gharagozloo elogiou a rápida ação concertada da Tanzânia e do Burundi para fazer chegar os bens essenciais com vista a conter a propagação da cólera.

Tratamento

Kagunga acolhe o maior número de burundeses recém-chegados. De acordo com a agência, as pessoas estão acampadas nas margens do lago na área remota e de difícil acesso.

A superlotação e as más condições de saneamento provocaram a cólera e a diarreia aguda entre os refugiados. O Unicef adverte que sem um centro de tratamento no local, as taxas de mortalidade podem tornar-se extremamente altas.

A agência confirmou a existência de 15 casos suspeitos de cólera no Burundi, identificados no hospital do distrito de Nyanza Lac. Um centro de tratamento foi aberto pelas autoridades na região com o apoio do Unicef.

Proteção e Educação

Como parte das ações de socorro, foi igualmente oferecido um kit para tratar 100 casos de cólera além de cloro, sabão, medicamentos para purificar a água e baldes de plástico.

Para cerca de 1 mil crianças vulneráveis, foram entregues biscoitos altamente nutritivos e alimentos prontos a consumir. A proteção e a educação infantil nos países de acolhimento dos refugiados também envolve o Fundo da ONU.

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