União Europeia irá adotar nova agenda sobre migração

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Chefe de política externa do bloco anuncia na ONU que plano será apresentado ainda esta semana; proposta é "destruir o modelo de negócio" dos contrabandistas, garantindo que os navios não possam mais ser usados.

Federica Mogherini em reunião no Conselho de Segurança nesta segunda-feira. Foto: ONU/Loey Felipe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe de política externa da União Europeia participou esta segunda-feira de uma reunião no Conselho de Segurança sobre cooperação entre a ONU e organizações regionais.

A situação dos migrantes do Mar Mediterrâneo foi o tema abordado por Federica Mogherini na sede da ONU em Nova York. Logo após a reunião com o Conselho, ela conversou com jornalistas e afirmou que a União Europeia reconhece que precisa se responsabilizar de forma ativa e rápida.

Financiamento

Segundo Mogherini, a União Europeia está trabalhando de perto com o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, para que juntos possam salvar vidas e também proteger as pessoas que são salvas.

A chefe da diplomacia europeia explicou que a União Europeia apresenta na quarta-feira os detalhes de uma nova agenda sobre a questão da migração. Federica Mogherini afirmou que o bloco já triplicou o financiamento de suas operações em mar e reforçou as operações de busca e de resgate.

Destruição

Mas segundo ela, o foco da União Europeia é "destruir o modelo de negócio" dos contrabandistas, garantindo que os navios não possam ser utilizados.

Federica Mogherini falou sobre organizações criminosas que estão fazendo muito dinheiro às custas de pessoas desesperadas. Ela disse que esses grupos "vendem esperança, mas acabam entregando a morte".

O Conselho de Segurança também ouviu o representante especial da ONU para Migração Internacional. Peter Sutherland declarou que "a crise no Mediterrâneo pede ação coletiva para salvar vidas" ou então corre-se o risco de representar uma "falha moral".

Responsabilidade

Desde o início do ano, 1,8 mil pessoas morreram ao tentar chegar à Europa pelo mar. Em apenas um fim de semana no mês de abril, 900 migrantes perderam a vida.

Sutherland defendeu que os países europeus ofereçam mais cotas de reassentamento, mas destacou que os países de origem dos migrantes também têm responsabilidade pelos seus cidadãos.

O representante da ONU falou que "nações onde há desigualdades, governos disfuncionais e pobreza" levam a população a migrar. Por isso, Sutherland espera que esses países criem condições para que todos possam se beneficiar de avanços econômicos e sociais.

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