Um mês após terremoto no Nepal, Unicef apoia preparação para volta às aulas

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Em entrevista à Rádio, especialista em comunicação da agência fala em "impacto emocional" dos tremores nas crianças; enfoque da OMS no momento é na resposta nos distritos mais atingidos.

Criança nepalesa no meio de destroços. Foto: Unicef

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Dois terremotos atingiram o Nepal em 25 de abril e 12 de maio, matando mais de 8 mil pessoas e deixando 18 mil feridos. Os tremores de 7,8 e 7,3 graus na escala Richter afetaram 35 dos 75 distritos do país, 14 de forma grave.

Um mês após o primeiro terremoto, a especialista em Comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, falou à Rádio ONU sobre as prioridades e ações da agência no país, incluindo a preparação para a volta das crianças às escolas na próxima semana.

Volta às Aulas

De Katmandu, Mariana Palavra afirmou que 28 mil salas de aula foram destruídas. 

"Estamos a uma semana do regresso às aulas. Estamos a correr contra o tempo para conseguirmos avaliar todas as escolas que estão destruídas, e neste momento sabemos que há 28 mil salas de aula que estão destruídas. Estamos a fazer esta avaliação e ao mesmo tempo montar tendas, espaços temporários de aprendizagem para que as crianças consigam dentro de uma semana regressar às aulas. É isso que o Ministério da Educação nos pediu, é isso que estamos a fazer junto com o Ministério da Educação".

A especialista falou que ainda há réplicas no terreno e destacou que o Unicef está ainda focado nas regiões mais remotas do país onde faltam "água, abrigos e medicamentos".

Impacto Emocional

Mariana Palavra destacou também a preocupação da agência com o impacto emocional dos terremotos nas crianças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, 26 hospitais e mais de 1,1 mil instalações de saúde foram danificados nos terremotos.

A agência da ONU está ajudando o governo do Nepal a fornecer assistência médica a cerca de 5,6 milhões de pessoas. Cerca de 2,8 milhões destas foram deslocadas e muitas continuam vivendo em abrigos com medo de réplicas e deslizamentos de terra.

Áreas Remotas

Um mês após o terremoto arrasador, o enfoque da OMS está no planejamento e resposta aos distritos.

A agência tem equipes em todos os 14 distritos mais afetados para coordenar a resposta, fortalecer a vigilância a doenças, e administrar serviços ao mesmo tempo que prioriza avaliação e ações para chegar a áreas remotas.

Doenças

A OMS criou sistema de alerta precoce em alguns locais para coletar informação sobre quaisquer casos suspeitos de doenças transmissíveis.

A agência da ONU continua a levar suprimentos médicos, incluindo kits de emergência.

As prioridades contínuas são cuidar dos feridos, fornecer apoio aos que recebem alta dos hospitais e atenção psicossocial à população atingida, ao mesmo tempo que garantir serviços regulares de assistência  materno-infantil e para doenças transmissíveis.

Segundo a OMS, o desafio é abordar todas estas questões antes da chegada da temporada de chuvas, em menos de um mês.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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